terça-feira, 27 de junho de 2017

REFERENCIAL TEÓRICO

Na virada do século, não se trata mais de nos perguntarmos se devemos ou não introduzir as novas tecnologias da informação e da comunicação no processo educativo. Já na década de 80, educadores preocupados com a questão consideraram inevitável que a informática invadisse a educação e a escola, assim como ela havia atingido toda a sociedade (Monteiro & Rezende, 1993).
            Atualmente, professores de várias áreas reagem de maneira mais radical, reconhecendo que, se a educação e a escola não abrirem espaço para essas novas linguagens, elas poderão ter seus espaços definitivamente comprometidos (Kawamura, 1998).
Sabemos, entretanto, que os meios, por si sós, não são capazes de trazer contribuições para a área educacional e que eles são ineficientes se usados como o ingrediente mais importante do processo educativo, ou sem a reflexão humana. Mesmo aqueles que defendem a tecnologia, proclamando apenas seus benefícios, deveriam considerar que a tecnologia educacional deve adequar-se às necessidades de determinado projeto político-pedagógico, colocando-se a serviço de seus objetivos e nunca os determinando.
Embora seja verdade que a tecnologia educacional não irá resolver os problemas da educação, que são de natureza social, política, ideológica, econômica e cultural, essa constatação não nos pode deixar sem ação frente à introdução das inovações tecnológicas no contexto educacional. Ainda é preciso continuar pesquisando sobre o que as novas tecnologias têm a oferecer à educação, para que tenhamos condições de formar uma visão crítica fundamentada sobre o seu uso.
Esse deve ser o grande desafio em qualquer projeto de inovação tecnológica na área educacional. Sabemos que, se a tecnologia não recebe o tratamento educacional necessário, o alcance do projeto tende a ser efêmero, não alterando o cotidiano de professores e alunos nem trazendo contribuições ao processo de ensino-aprendizagem (Candau, 1991).
A introdução de novas tecnologias na educação não implica necessariamente novas práticas pedagógicas, pois podemos com ela apenas vestir o velho com roupa nova, como seria o caso dos livros eletrônicos, tutoriais multimídia e cursos a distância disponíveis na Internet, que não incorporam nada de novo no que se refere à concepção do processo de ensino aprendizagem. Dessa forma, as novas tecnologias são usadas apenas como instrumento (Pretto, 1996), os que tende a ser inócuo na educação se não repensaram os demais elementos envolvidos nesse processo.
Nesses termos, “sua utilização acaba por resultar quase sempre em aulas em vídeo iguais às da escola de hoje, ou a textos em microcomputadores, interativos e  auto-instrutivos, mais limitados que os livros existentes nas estantes escolares” (Kawamura,1998).
Acreditar, entretanto, que novas práticas pedagógicas implicam o uso de novas tecnologias, confiando à tecnologia educacional a renovação da educação, seria uma visão extremamente tecnicista do processo educativo. Para Dillon (1996), acreditar que qualquer nova tecnologia nos oferece os meios de resolver nossos problemas educacionais é fazer parte da nova tecnocracia. Segundo ele, essa nova tecnocracia não é muito diferente da velha tecnocracia das máquinas de ensinar de Skinner, mesmo que admitamos avanços teóricos de lá para cá.
Com o uso das novas tecnologias pode se promover no ensino da Matemática, fazendo com que o aluno tenha uma aprendizagem rápida, fácil, interativa e acompanhada de um raciocínio lógico. Portanto professor e aluno devem acompanhar a evolução da tecnologia e, assim, se inserir neste mundo cada vez mais tecnológico.
Os professores de matemática das instituições de ensino devem estar preparados para a utilização dos recursos tecnológicos, tendo domínio dos mesmos, pois precisam agir como mediadores em suas aulas, mostrando a seus educandos como se busca o conhecimento, desenvolvendo neles a capacidade de se auto educar, construir seus próprios conceitos e ter autonomia de resolver os problemas, participando ativamente da sociedade em que está inserido. Conforme Moran,
As mudanças na educação dependem também dos alunos. Alunos curiosos e motivados facilitam enormemente o processo, estimulam as melhores qualidades do professor, tornam-se interlocutores lúdicos e parceiros de caminhada do professor-educador. Alunos motivados aprendem e ensinam, avançam mais, ajudam o professor a ajuda-los melhor. Alunos que provêm de famílias abertas, que apoiam as mudanças, que estimulam afetivamente os filhos, que desenvolvem ambientes culturalmente ricos, aprendem mais rapidamente, crescem mais confiantes e se tornam pessoas mais produtivas (MORAN, 2000, p. 17 – 18).
Percebe a necessidade de se trabalhar as novas tecnologias no ensino da Matemática aliada na construção de verdadeiros conhecimentos, preparando o profissional para o futuro para uma vida social e profissional, possibilitando ao aluno, viajar pelo mundo virtual, porém, cheia de tecnologia capaz de levar o aluno a qualquer lugar do mundo, além de interagir com outras pessoas em qualquer lugar do planeta.
           A formação continuada dos profissionais da educação, é de suma importância para melhor inserção da tecnologia nas escolas, e assim, melhora também do ensino e aprendizagem dos educandos, destacando mais uma vez que para os profissionais da zona rural, essa formação é indispensável.

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