Na
virada do século, não se trata mais de nos perguntarmos se devemos ou não introduzir
as novas tecnologias da informação e da comunicação no processo educativo. Já
na década de 80, educadores preocupados com a questão consideraram inevitável
que a informática invadisse a educação e a escola, assim como ela havia
atingido toda a sociedade (Monteiro & Rezende, 1993).
Atualmente,
professores de várias áreas reagem de maneira mais radical, reconhecendo que,
se a educação e a escola não abrirem espaço para essas novas linguagens, elas
poderão ter seus espaços definitivamente comprometidos (Kawamura, 1998).
Sabemos,
entretanto, que os meios, por si sós, não são capazes de trazer contribuições para
a área educacional e que eles são ineficientes se usados como o ingrediente
mais importante do processo educativo, ou sem a reflexão humana. Mesmo aqueles
que defendem a tecnologia, proclamando apenas seus benefícios, deveriam
considerar que a tecnologia educacional deve adequar-se às necessidades de
determinado projeto político-pedagógico, colocando-se a serviço de seus
objetivos e nunca os determinando.
Embora
seja verdade que a tecnologia educacional não irá resolver os problemas da educação,
que são de natureza social, política, ideológica, econômica e cultural, essa constatação
não nos pode deixar sem ação frente à introdução das inovações tecnológicas no contexto
educacional. Ainda é preciso continuar pesquisando sobre o que as novas
tecnologias têm a oferecer à educação, para que tenhamos condições de formar
uma visão crítica fundamentada sobre o seu uso.
Esse
deve ser o grande desafio em qualquer projeto de inovação tecnológica na área educacional.
Sabemos que, se a tecnologia não recebe o tratamento educacional necessário, o alcance
do projeto tende a ser efêmero, não alterando o cotidiano de professores e
alunos nem trazendo contribuições ao processo de ensino-aprendizagem (Candau,
1991).
A
introdução de novas tecnologias na educação não implica necessariamente novas práticas
pedagógicas, pois podemos com ela apenas vestir o velho com roupa nova, como
seria o caso dos livros eletrônicos, tutoriais multimídia e cursos a distância
disponíveis na Internet, que não incorporam nada de novo no que se refere à
concepção do processo de ensino aprendizagem. Dessa forma, as novas tecnologias
são usadas apenas como instrumento (Pretto, 1996), os que tende a ser inócuo na
educação se não repensaram os demais elementos envolvidos nesse processo.
Nesses
termos, “sua utilização acaba por resultar quase sempre em aulas em vídeo
iguais às da escola de hoje, ou a textos em microcomputadores, interativos e auto-instrutivos, mais limitados que os livros
existentes nas estantes escolares” (Kawamura,1998).
Acreditar,
entretanto, que novas práticas pedagógicas implicam o uso de novas tecnologias,
confiando à tecnologia educacional a renovação da educação, seria uma visão extremamente
tecnicista do processo educativo. Para Dillon (1996), acreditar que qualquer nova
tecnologia nos oferece os meios de resolver nossos problemas educacionais é
fazer parte da nova tecnocracia. Segundo ele, essa nova tecnocracia não é muito
diferente da velha tecnocracia das máquinas de ensinar de Skinner, mesmo que
admitamos avanços teóricos de lá para cá.
Com o uso das novas
tecnologias pode se promover no ensino da Matemática, fazendo com que o aluno
tenha uma aprendizagem rápida, fácil, interativa e acompanhada de um raciocínio
lógico. Portanto professor e aluno devem acompanhar a evolução da tecnologia e,
assim, se inserir neste mundo cada vez mais tecnológico.
Os professores de
matemática das instituições de ensino devem estar preparados para a utilização
dos recursos tecnológicos, tendo domínio dos mesmos, pois precisam agir como
mediadores em suas aulas, mostrando a seus educandos como se busca o
conhecimento, desenvolvendo neles a capacidade de se auto educar, construir
seus próprios conceitos e ter autonomia de resolver os problemas, participando
ativamente da sociedade em que está inserido. Conforme Moran,
As mudanças na
educação dependem também dos alunos. Alunos curiosos e motivados facilitam
enormemente o processo, estimulam as melhores qualidades do professor,
tornam-se interlocutores lúdicos e parceiros de caminhada do
professor-educador. Alunos motivados aprendem e ensinam, avançam mais, ajudam o
professor a ajuda-los melhor. Alunos que provêm de famílias abertas, que apoiam
as mudanças, que estimulam afetivamente os filhos, que desenvolvem ambientes
culturalmente ricos, aprendem mais rapidamente, crescem mais confiantes e se
tornam pessoas mais produtivas (MORAN, 2000, p. 17 – 18).
Percebe a necessidade
de se trabalhar as novas tecnologias no ensino da Matemática aliada na
construção de verdadeiros conhecimentos, preparando o profissional para o
futuro para uma vida social e profissional, possibilitando ao aluno, viajar pelo
mundo virtual, porém, cheia de tecnologia capaz de levar o aluno a qualquer
lugar do mundo, além de interagir com outras pessoas em qualquer lugar do
planeta.
A
formação continuada dos profissionais da educação, é de suma importância para
melhor inserção da tecnologia nas escolas, e assim, melhora também do ensino e
aprendizagem dos educandos, destacando mais uma vez que para os profissionais
da zona rural, essa formação é indispensável.
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