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quinta-feira, 30 de novembro de 2017
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
Relato da Regência
Esta fase possibilita ao estagiário colocar
em prática os conhecimentos teóricos adquiridos no decorrer do curso, aplicando
metodologias diversificadas para alcançar os objetivos pré – estabelecidos.
Durante o estagio de matemática na 1º
série do ensino médio, numa turma que pude identificar, foram às inúmeras dificuldades
apresentadas pelos alunos da escola pública, que os mesmo estão na 1º série,
mas a maioria não sabe nem as quatro operações básicas da matemática. Outro
fator observado é a falta de interesse, e o descompromisso que a maioria dos
alunos tem, sem falar naquela preguiça básica, onde o professor passa exercícios
para serem feitos em casa, mas quando chega na hora da correção, apenas uma
minoria os fez.
Observa – se também, que aulas dinâmicas
predem a atenção dos alunos e que os mesmos acabam aprendendo com jogos e dinâmicas
em grupos, só que às vezes essa metodologia se torna um pouco inviável, devido
alguns alunos, que não tem nenhum compromisso com a educação, o que acaba
atrapalhando e bagunçando as dinâmicas. Mas, no entanto está é a linha que a
escola busca estimular, mas sempre encontra alguma resistência dos
profissionais, que não acreditam nestes métodos e continuam fechados para o
novo.
Nesta fase foram ministradas 08 horas
aulas, onde o meu maior problema em trabalhar o conteúdo “resolução de equação
completas do 2º grau”, foi à falta de conhecimento dos alunos nos conteúdos elementares
da matemática, tais como, adição, subtração, multiplicação, divisão,
radiciação, potenciação e os mesmos tem uma grande dificuldade de interpretação
e leitura dos conteúdos matemáticos.
Observando
as práticas metodológicas de alguns professores, a evidências da presença de
elementos das várias teorias pedagógicas nas mesmas, que às vezes sempre são
inseridas de forma coerente à intencional: resulta daquilo que incorporaram na
passagem pela escola como alunos, das trocas com os colegas de profissão, de
prescrições de livros didáticos, enfim, geradas no dia- a – dia.
O
surgimento das tecnologias, a competição com outras mídias, a internet, o
cinema, a musica, enfim são linguagens que caminham junto com a matemática. Nos dias atuais muitas coisa surgiu, novidades, possibilidades, o que
se deve fazer é aliar tecnologia ao ensino, é andar lado a lado, para que
juntos construam a formação dos discentes já que estão envoltos a essas
diversidades.
Nos dias atuais é preciso inovar, desenvolver
projetos, mudar estratégias, pois os desafios são muitos, ensinar em pleno
século XXI, requer muita capacitação, habilidade e competência para fazer com
que os educando se dediquem e se interessem pelo ensino.
RESUMO DO ARTIGO II
Artigo: UTILIZANDO A CALCULADORA NAS AULAS DE MATEMÁTICA.
RESUMO: O presente estudo teve como objetivo tratar do uso da calculadora como ferramenta pedagógica nas aulas de Matemática, visando que a calculadora não fosse apenas apresentada aos alunos, sem possibilitar que estes a desvendassem e a explorassem de forma significativa e mediada pelo professor. Propõe uma metodologia que permita aos alunos aprenderem a buscar e selecionar as informações, tornando-se sujeito através de ações ousadas, autônomas e significativas, numa prática efetiva e desmistificadora do uso da calculadora e envolve atividades práticas com alunos nas aulas de matemática e realização de pesquisa quantitativa com professores. Nesse foco, a prática do professor perante as tecnologias, nesse caso a calculadora precisa ser cuidadosamente analisada, para que se proceda adequadamente à construção do conhecimento. A atuação do professor mediante o uso de meios eletrônicos requer um resgate da didática de todos os tempos, para uma adaptação ao contexto atual, em que a tecnologia quebra parâmetros e propõe novos olhares enquanto mecanismos importantes ao processo de ensinar, compreender e aprender.
RESUMO: O presente estudo teve como objetivo tratar do uso da calculadora como ferramenta pedagógica nas aulas de Matemática, visando que a calculadora não fosse apenas apresentada aos alunos, sem possibilitar que estes a desvendassem e a explorassem de forma significativa e mediada pelo professor. Propõe uma metodologia que permita aos alunos aprenderem a buscar e selecionar as informações, tornando-se sujeito através de ações ousadas, autônomas e significativas, numa prática efetiva e desmistificadora do uso da calculadora e envolve atividades práticas com alunos nas aulas de matemática e realização de pesquisa quantitativa com professores. Nesse foco, a prática do professor perante as tecnologias, nesse caso a calculadora precisa ser cuidadosamente analisada, para que se proceda adequadamente à construção do conhecimento. A atuação do professor mediante o uso de meios eletrônicos requer um resgate da didática de todos os tempos, para uma adaptação ao contexto atual, em que a tecnologia quebra parâmetros e propõe novos olhares enquanto mecanismos importantes ao processo de ensinar, compreender e aprender.
Professor
participante do Programa de Desenvolvimento Educacional do Estado do Paraná
(PDE), Especialista em Metodologia do Ensino de Ciências (IBPEX), Graduado em
Ciências Físicas e Biológicas – Hab. Química (FAFIJA) e Acadêmico de Matemática
(UnC). Atualmente atua como professor da rede pública estadual do Paraná,
leciona matemática. E-mail: shykolopes@uol.com.br.Clique Aqui
domingo, 1 de outubro de 2017
RELATOS DAS OBSERVAÇÕES
RELATOS DAS OBSERVAÇÕES
A fase de observação representa o
reconhecimento da unidade escolar, onde são verificadas duas necessidades, seus
projetos e sua forma de trabalho desenvolvido. Assim é extremamente importante
para o estagiário conhecer as atividades da escola e do sistema educacional
para melhor compreender sua realidade e seu funcionamento.
Nota-se que a realidade da escola está
longe de ser a sonhada e desejada pela maioria dos profissionais da área, e que
o professor enfrenta grande problemas durante as atividades docentes, problemas
estes que impedem o seu êxito profissional, por este motivo é necessário que o
profissional esteja sempre atento as sua responsabilidades.
Neste período de observação em sala de
aula, o que eu pude observar que um dos principais problemas que mais preocupa
a escola é a falta de acompanhamento e apoio da família aos alunos, mas a
escola está realizando projetos para tentar aproximar estes, pois a família é
fundamental para o desempenho escolar do aluno.
Em segundo plano, é a desinformação, o
descompromisso que os alunos têm com o processo ensino aprendizagem, talvez
esses alunos ainda não saibamos a importância de uma boa educação, não só para
o seu ego, mas também para o seu futuro profissional, ou seja, que os alunos de
hoje não pensam no futuro? Tá ai uma problemática que os teóricos da educação
poderiam estudar, haja vista, que os mesmos só discutem as novas modalidades de
ensino, tais como Construtivismo, Pedagogia dos Projetos, Interdisciplinaridade,
Multidisciplinaridade, entre outras em vez de realmente discutir o que é mais
interessante para os estudantes, que é fazer com que eles entendam que sem uma
boa educação, eles estão estaguinados ao fracasso, não só pessoal, mas também
profissional. O momento de observação
foi o período da sondagem do local, de analisar como ocorre à prática e a
rotina escolar. Nesse momento, tive a chance de verificar como é desenvolvida a
prática pedagógica na turma escolhida. Foi o momento em que conheci
superficialmente os alunos, suas dificuldades, peculiaridades, anseios, como a
escola se organiza pra receber estes alunos, verifiquei qual postura deveremos
ter ao estagiar.
RESUMO DO ARTIGO I
Artigo: A
IMPORTÂNCIA DO USO DA INFORMÁTICA NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM DA
MATEMÁTICA.
RESUMO: O presente artigo objetiva fazer
um estudo sobre o uso da informática no ensino aprendizagem da Matemática.
Alavancar as dificuldades e as possibilidades de adaptações dos alunos e
professores com o uso de softwares na sala de aula. Busca entender os
principais motivos pelos quais a tecnologia está sendo pouco usada na atividade
docente. A informática tem criado uma
revolução no processo ensino aprendizagem da matemática. São várias as maneiras
de aproveitar todas as tecnologias disponíveis, mas é difícil de direcionar os
alunos para focarem no âmbito da aprendizagem, pois as alternativas de
distração, que a eles interessam mais, são amplas.
Sabe-se
que a globalização força-nos a adaptação frente à evolução das tecnologias que
avançam aceleradamente, exigindo dos educandos e educadores habilidades e
competências coerentes com a necessidade atual. Com isso, é importante analisar
o conhecimento dos alunos frente à evolução da informática, bem como investigar
seu interesse em usar o computador como ferramenta complementar na disciplina
de Matemática. Enfim,
este estudo tem como finalidade mostrar como a informática está inserida no
ensino aprendizagem da disciplina de Matemática; conhecer as dificuldades e
adaptações dos alunos e professores com o uso de softwares na sala de
aula; entender os principais motivos pelos quais a tecnologia está sendo pouco
usada na sala de aula e analisar o interesse que os alunos têm para usar o
computador para a resolução de cálculos e conhecer os softwares matemáticos
disponíveis. Muitas
expectativas são criadas com a inserção de novas tecnologias para o ensino
aprendizagem na área da matemática com a intenção de trazer soluções com mais
rapidez na realização dos cálculos. Contudo o uso dessas tecnologias não
dispensa a necessidade de mediação do professor na sala de aula.
CÓSTA, Luciana Mendes da 1 MEDEIROS,
Adriane de 2 SCHNEIDER, Mariane3
A importância do uso da informática no processo
ensino aprendizagem da matemática. FELIMAT 2015 - Fórum Estadual das
Licenciaturas em Matemática na Universidade Tecnológica Federal do Paraná
realizado nos dias 21 e 22 de maio de 2015. Acesse o artigo
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
terça-feira, 29 de agosto de 2017
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
Caracterização da Escola - pelo PPP
1. CARACTERIZAÇÃO
DA ESCOLA.
ESTRUTURA
ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO.
ASPECTOS
ORGANIZACIONAIS
Para o bom funcionamento, a Colégio Estadual
São José, obedece a uma hierarquia, assim como toda e qualquer organização
educacional, no entanto todas as propostas e projetos são discutidos
coletivamente, possui ainda um regimento escolar que foi aprovado pelo conselho
escolar e é de conhecimento de todos, corpo docente e discente, e o mesmo está
exposto em um mural e que é utilizado quando há necessidade.
A escola possui ainda uma ampla
biblioteca com dimensões razoáveis, sendo regularmente frequentada por usuários
do corpo docente e discente, o que facilita o desenvolvimento de atividades de
pesquisa. O acervo bibliográfico é de aproximadamente 3000 (três mil) livros
que são bastante diversificados, desde literatura Infantil, Infanto – Juvenil e
brasileira, língua inglesa, portuguesa e latim, além de diversos mapas, desde
mundial, nacional e estadual, conta ainda com mapas do corpo humano e
dicionários de português e inglês e diversas revistas.
O Colégio conta ainda com uma videoteca
com cerca de 120 (cento e vinte) fitas de vídeo e um laboratório de informática
com 04 (quatro) micro – computadores, todos conectados à internet, o que
possibilita a pesquisa dos educandos e educadores.
COODERNAÇÃO
PEDAGOGICA E ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL
Os coordenadores auxiliam os
professore para garantir um ensino de qualidade, estes também acompanham o
rendimento dos alunos fazendo análise dos resultados das avaliações. Os
funcionários contam com um programa continuada, sem falar em uma assistência
didática – pedagógicos oferecidos pela Escola e Secretaria Estadual de
Educação.
SECRETARIA ESCOLAR
A secretaria da Escola possui prontuários
individuais, com dados cadastrais de identificação, residência, profissão dos
pais, e registro de controle do rendimento escolar corretamente organizada. Há
secretária escolar segue as normas da Secretaria Estadual de Educação, sobre a
organização e funcionamento da mesma.
MECANISMOS DE AÇÃO
COLETIVA NO INTERIOR DA ESCOLA.
Atua no Colégio Estadual
São José, APM (Associação de Pais e Mestre), conselho de Escola e também
Associação de Apoio à Escola. Existe um trabalho sistemático com pais, com
reuniões bimestrais e extraordinárias, que são de caráter informativo,
pedagógico e educativo. O Colégio mantém relacionamento com outras
instituições, tais como igrejas comércios e a comunidade em geral o que não
implica num envolvimento com os problemas da comunidade, haja vista que existe
uma associação de moradores que são envolvidos nestas questões sociais.
PLANEJAMENTO
ESCOLAR
O Colégio Estadual São José, tem como
missão; Resgatar os princípios étimicos; Priorizar os alunos com maior
dificuldade de aprendizagem; Procurar envolver os pais no processo educativo;
Melhorar os níveis de aprendizagem, o que está de acordo com a educação atual,
com todos os profissionais trabalhando com base na LDB (Lei de Diretrizes e
Bases da Educação) e PCN’S (Parâmetros Curriculares Nacionais), o que resulta
numa educação de qualidade e atual e o bem está dos alunos. O objetivo da
Escola é de conhecimento de todos os envolvidos no processo ensino –
aprendizagem, e que todos concordam e lutam para alcançar. A concepção adotada
pela Escola é a construtivista, porque acreditam ser a forma mais eficaz para
atingir os objetivos da educação atual.
ORGANIZAÇÃO
GERAL DA ESCOLA.
ASPECTOS ADMINISTRATIVOS GERAIS.
A gestão existente na Escola é
democrática e participativa, pois não há eleição para Diretor e todos os
funcionários participam da elaboração do projeto político pedagógico. O Diretor
distribui seu tempo em administração, supervisão pedagógica, contatos com
professores, funcionários, alunos, contatos com a comunidade, Secretaria da
Educação, reuniões, e acompanhamento do trabalho de cada setor. As informações
são democráticas e de acessibilidade de todos, através de um jornal bimestral,
que visa divulgar e informar as atividades da Escola.
FUNCIONAMENTO
DA ROTINA DA ESCOLA.
As aulas iniciam
regularmente às 07h30min horário no período matutino, com intervalo para o
recreio das 09h30min às 09h45min e saída às 11h45min. No período vespertino as
aulas vão das 13h30min às 17h45min, com intervalo para o recreio das 13h30min
às 15h45min. No período noturno as aulas iniciam – se às 19h00min e terminam às
22h30min com intervalo das 20h40min às 20h45min.
Quanto às vagas são sistematizadas
pelo estado através da Secretaria da Educação de acordo com a LDB. Não há
restrições de matriculas, no entanto a prioridade é de quem mora próximo da
escola.
A frequência é controlada pelo diário de
classe, com chamadas por aula, quando há + (mais) de 05 (cinco) faltas
consecutivas, sendo menor de idade, é encaminhado ao conselho tutelar para
serem tomadas as devidas providências, já sendo maior de idade, a escola
procura saber as causas. Quanto às comemorações são elaborados projetos comuns
a todas as classes, há também projetos interdisciplinares que envolvem várias
turmas e professores.
ASPECTO DA
ORGANIZAÇÃO PEDAGOGICA - DIDÁTICO.
O planejamento é organizado da seguinte
forma, quinzenal, que se reúnem com todos da mesma formação. Quanto à escolha
dos livros didáticos são expostos vários autores e obras, e os professores
analisam e fazem a escolha a escolha do livro didático.
Quanto as atividades extra classe é uma
prática pouco utilizada pela escola que deixa um pouco a desejar neste
requisito. Já as reuniões pedagógicas são mensais, neste momento é discutido
sobre a prática docente bem como as inovações educacionais.
DIREÇÃO E GESTÃO
DA ESCOLA
A gestão adotada pela escola é a
democrática, com liderança e participação ativa da direção, a mesma possui um
ótimo relacionamento com todos os funcionários e é atribuída com a coordenação
pedagógica, isso age de forma positiva que estimula e incentiva a equipe
escolar.
AVALIAÇÃO
A avaliação é realizada de duas formas,
á avaliação da aprendizagem, feita pelos professores e avaliação institucional
que é realizada pela Secretaria da Educação e Secretaria de Administração da
Escola, que visa diagnosticar os pontos fracos e fortes e fazer as intervenções
necessárias. Há um efetivo acompanhamento pedagógico e administrativo em termos
de eficácia e realização de objetivos que é a própria avaliação.
PERFIL DA
COMUNIDADE
O Colégio Estadual São José, está
situado no Apm 06
Alameda 25 (Antiga 112) Plano
Diretor Sul Palmas - TO CEP: 77024-088. Por ter uma
localização estratégica, o colégio atende alunos da região sul e diversos
bairros circunvizinhos. O que diversifica a clientela tornando – a mista,
atendendo desde filhos de funcionários públicos, trabalhadores liberais a
autônomos, mas em sua maioria, como em toda escola pública, o que predomina são
as classes médias baixas e baixas.
O Colégio Estadual São José busca fornecer um ensino
de qualidade, capacitando os alunos para a vida social e despertando-os e
incentivando-os a busca de uma vida melhor.
sexta-feira, 21 de julho de 2017
quinta-feira, 20 de julho de 2017
terça-feira, 18 de julho de 2017
LINHA PEDAGÓGICA ESCOLA TRADICIONAL
UFT – PARFOR – MATEMÁTICA
ESTÁGIO III
PROF° PAULO ALEXANDRE
ACADÊMICOS: ELISANGELA FABINO
KLEBER GOMES
OLINDA BELIZÁRIO
Escola Tradicional
A escola tradicional de ensino teve a sua origem no século XVIII, a partir
do Iluminismo. O objetivo principal era universalizar o acesso do indivíduo ao
conhecimento. Possui um modelo firmado e certa resistência em aceitar
inovações, e por isso foi considerada ultrapassada nas décadas de 60 e 70.
As escolas que adotam o sistema tradicional acreditam que a formação
de um aluno crítico e criativo depende justamente da bagagem de informação
adquirida e do domínio dos conhecimentos consolidados.
Não há lugar para o aluno atuar, agir ou reagir de forma individual. Não
existem atividades práticas que permitem aos alunos inquirir, criar e construir.
Geralmente, as aulas são expositivas, com muita teoria e exercícios
sistematizados para a memorização.
O professor é o guia do processo educativo e exerce uma espécie de
“poder”. Tem como função transmitir conhecimento e informações, mantendo
certa distância dos alunos, que são “elementos passivos”, em sala de aula.
O ensino corresponde numa aprendizagem onde o professor da a
matéria e uma lição para o aluno fazer, no qual na próxima aula faz uma
recapitulação da aula anterior corrigindo os exercícios, se todos fizerem, passa
a frente, se ficou duvidas é preciso que se prolongue mais esta matéria, depois
de solucionar todos os problemas, ai podemos prosseguir com a matéria.
Um fator que não é cumprido e que tende a levar o aluno que não
consegue aprender, tendo de abandonar a escola, pois o professor só
transmite a matéria e não se preocupa em ajudar os alunos no solucionamento
de suas duvidas.
Esta tendência compromete a transformação da sociedade, já que não
há questionamentos e nem pensamentos críticos, os homens e mulheres
apenas serão capazes de repetir o que lhe foi repassado em qualquer
disciplina, o que desenvolve apenas a memória e a retenção de informações.
Trabalhar o pensamento crítico e reflexivo fica em segundo plano, de forma aos
alunos não perceberem todo processo alienatário e e excludente presente na
sociedade capitalista.
A Pedagogia Tradicional que Libâneo mostra é aquela que não
respeita as individualidades do aluno e que faz o ensino permanecer distante
da realidade dos alunos, já que o conhecimento absoluto vem dos professores,
o que fazer com as experiências e os conhecimentos já adquiridos pelos alunos
em seu meio? Por isso a necessidade e a preocupação de que a educação
parta do geral, para o particular, tornando a educação um processo dinâmico e
dotado de significado aos alunos.
As avaliações são periódicas, por meio de provas, e medem a
quantidade de informação que o aluno conseguiu absorver.
São escolas que preparam seus alunos para o vestibular desde o início
do currículo escolar e enfatizam que não há como formar um aluno
questionador sem uma base sólida, rígida e normativa de informação.
O estudo da Pedagogia Tradicional, erroneamente aplicado nas escolas
é uma espécie de educação alheia as experiências e reais necessidades dos
alunos, já que promove uma certa padronização do conhecimento, onde o
professor é o dono do conhecimento e transmite aos poucos para seu aluno
que passivamente apenas memorizam o conteúdo de forma a saber, ou melhor
decorar, sem uma mínima interação aluno-professor.
CONCLUSÃO
Pedagogia Tradicional caracteriza-se pelas:
- concepções de educação onde prepondera a ação ação de agentes externos na formação dos alunos,
- o primado do objeto de conhecimento,
- a transmissão do saber constituído na tradição e nas grandes verdades acumuladas pela humanidade
- e pela concepção de ensino como impressão de imagens propiciadas ora pela palavra do professor ora pela percepção sensorial.
REFERÊNCIAS
MORANDI, Franc. Modelos e métodos em Pedagogia; obra organizada por
René La Borderie; tradução: Maria Leonor Loureiro. – Bauru, SP: EDUSC
segunda-feira, 17 de julho de 2017
Artigo Final - Disciplina de Estágio II
FORMAÇÃO DE PROFESSORES: USO DE
TECNOLOGIAS NO ENSINO DA MATEMÁTICA PARA OS PROFESSORES DA ESCOLA MUNICIPAL
ERCINA MONTEIRO PEREIRA
Elisangela Andade
Fabino de Souza
Licenciada em
Matemática – Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica, da
Universidade Federal do Tocantins.
Resumo: Este trabalho descreve um projeto de ensino elaborado e
desenvolvido no decorrer da disciplina Estágio Supervisionado II, disciplina
que faz parte da grade curricular do curso de Matemática da Universidade
Federal do Tocantins. Esse projeto foi desenvolvido na Escola Municipal Ercina
Monteiro Pereira no reassentamento do Prata Município de Porto Nacional Estado
do Tocantins, com os professores da Educação Básica. Durante a realização deste
trabalhou foi observado que apesar da Unidade de Ensino oferecer recursos
tecnológicos como Datashow, internet, alguns computadores, esses recursos não
eram aproveitados pela grande maioria devido à falta de habilitação dos docentes
para o uso destes recursos. A oficina foi de grande importância na formação dos
professores, onde pode se orientá-los quanto ao uso destes recursos
tecnológicos disponíveis na escola e seus benefícios na construção de um melhor
Ensino e Aprendizagem.
Palavras-chave: Tecnologia. Formação. Processo
ensino-aprendizagem. Aprendizagem significativa.
Introdução
A
Secretaria do Municipal de Porto Nacional Estado do Tocantins vem desenvolvendo
ações para incorporação de tecnologias de informação e comunicação nas escolas
públicas municipais, como recursos didáticos dos professores e estratégia de
Política Pública de Inclusão Digital.
Este
trabalho da disciplina de estágio II veio para apresenta uma reflexão sobre o
porquê utilizar os recursos tecnológicos e o que se pretende atingir, a importância
do uso das tecnologias, de forma significativa, criativa e inteligente.
Considerando-se
um recurso auxiliar na prática pedagógica do professor, a inserção das
tecnologias em sala de aula deve ser acompanhada por uma metodologia adequada
às necessidades dos alunos, utilizando-se de maneira adequada e significativa,
questionando o objetivo que se quer atingir, levando-se em consideração o lado
positivo e as limitações que apresentam.
A
formação, o envolvimento e o compromisso de diretores, professores e pedagogos
no processo educacional tornam-se fundamental, repensando o processo ensino –
aprendizagem. Considera-se importante ao professor conhecer as possibilidades
metodológicas que as tecnologias trazem para trabalhar o conteúdo, através de
atividades criativas, de um processo de desenvolvimento consciente e reflexivo
do conhecimento, usando pedagogicamente os recursos tecnológicos, com
perspectiva transformadora da aprendizagem escolar.
Pode-se
dizer que as mídias têm grande poder pedagógico, pois se utilizam da imagem.
Assim, torna-se cada vez mais necessário que a escola se aproprie dos recursos
tecnológicos, dinamizando o processo de aprendizagem.
Para
que a sala de aula se torne um espaço de aprendizagens significativas, torna-se
necessário que os dois atores, professor e aluno, estejam presentes e atuantes,
desencadeando o processo de ensino e aprendizagem.
Do
quadro de giz aos computadores ligados à internet, passamos por tecnologias das
mais diferenciadas que, utilizadas adequadamente, auxiliam no processo
educacional.
Professores
e alunos já utilizam, há algum tempo, a TV, o vídeo, o DVD, o rádio e já estão
fazendo uso dos computadores, internet e pendrive.
Foi diante desse cenário que o presente
estudo, fez se necessário, buscando através de formações, desenvolvendo
oficinas tecnológicas, mostrar aos professores de matemática e também de outras
disciplinas a necessidade e a importância das novas tecnologias a serviço da
educação e sua contribuição de forma eficiente ao ensino atual.
REFERENCIAL TEÓRICO
Na
virada do século, não se trata mais de nos perguntarmos se devemos ou não
introduzir as novas tecnologias da informação e da comunicação no processo
educativo. Já na década de 80, educadores preocupados com a questão
consideraram inevitável que a informática invadisse a educação e a escola,
assim como ela havia atingido toda a sociedade (Monteiro & Rezende, 1993).
Atualmente,
professores de várias áreas reagem de maneira mais radical, reconhecendo que,
se a educação e a escola não abrirem espaço para essas novas linguagens, elas
poderão ter seus espaços definitivamente comprometidos (Kawamura, 1998).
Sabemos,
entretanto, que os meios, por si sós, não são capazes de trazer contribuições
para a área educacional e que eles são ineficientes se usados como o
ingrediente mais importante do processo educativo, ou sem a reflexão humana.
Mesmo aqueles que defendem a tecnologia, proclamando apenas seus benefícios,
deveriam considerar que a tecnologia educacional deve adequar-se às
necessidades de determinado projeto político-pedagógico, colocando-se a serviço
de seus objetivos e nunca os determinando.
Embora
seja verdade que a tecnologia educacional não irá resolver os problemas da
educação, que são de natureza social, política, ideológica, econômica e
cultural, essa constatação não nos pode deixar sem ação frente à introdução das
inovações tecnológicas no contexto educacional. Ainda é preciso continuar
pesquisando sobre o que as novas tecnologias têm a oferecer à educação, para
que tenhamos condições de formar uma visão crítica fundamentada sobre o seu
uso.
Esse
deve ser o grande desafio em qualquer projeto de inovação tecnológica na área
educacional. Sabemos que, se a tecnologia não recebe o tratamento educacional
necessário, o alcance do projeto tende a ser efêmero, não alterando o cotidiano
de professores e alunos nem trazendo contribuições ao processo de
ensino-aprendizagem (Candau, 1991).
A
introdução de novas tecnologias na educação não implica necessariamente novas
práticas pedagógicas, pois podemos com ela apenas vestir o velho com roupa
nova, como seria o caso dos livros eletrônicos, tutoriais multimídia e cursos a
distância disponíveis na Internet, que não incorporam nada de novo no que se
refere à concepção do processo de ensino aprendizagem. Dessa forma, as novas
tecnologias são usadas apenas como instrumento (Pretto, 1996), os que tende a
ser inócuo na educação se não repensaram os demais elementos envolvidos nesse
processo.
Nesses
termos, “sua utilização acaba por resultar quase sempre em aulas em vídeo
iguais às da escola de hoje, ou a textos em microcomputadores, interativos
e auto-instrutivos, mais limitados que
os livros existentes nas estantes escolares” (Kawamura,1998).
Acreditar,
entretanto, que novas práticas pedagógicas implicam o uso de novas tecnologias,
confiando à tecnologia educacional a renovação da educação, seria uma visão
extremamente tecnicista do processo educativo. Para Dillon (1996), acreditar
que qualquer nova tecnologia nos oferece os meios de resolver nossos problemas
educacionais é fazer parte da nova tecnocracia. Segundo ele, essa nova
tecnocracia não é muito diferente da velha tecnocracia das máquinas de ensinar
de Skinner, mesmo que admitamos avanços teóricos de lá para cá.
Com o uso das novas
tecnologias pode se promover no ensino da Matemática, fazendo com que o aluno
tenha uma aprendizagem rápida, fácil, interativa e acompanhada de um raciocínio
lógico. Portanto professor e aluno devem acompanhar a evolução da tecnologia e,
assim, se inserir neste mundo cada vez mais tecnológico.
Os professores de
matemática das instituições de ensino devem estar preparados para a utilização
dos recursos tecnológicos, tendo domínio dos mesmos, pois precisam agir como
mediadores em suas aulas, mostrando a seus educandos como se busca o
conhecimento, desenvolvendo neles a capacidade de se auto educar, construir
seus próprios conceitos e ter autonomia de resolver os problemas, participando
ativamente da sociedade em que está inserido. Conforme Moran,
As mudanças na
educação dependem também dos alunos. Alunos curiosos e motivados facilitam
enormemente o processo, estimulam as melhores qualidades do professor,
tornam-se interlocutores lúdicos e parceiros de caminhada do professor-educador.
Alunos motivados aprendem e ensinam, avançam mais, ajudam o professor a
ajuda-los melhor. Alunos que provêm de famílias abertas, que apoiam as
mudanças, que estimulam afetivamente os filhos, que desenvolvem ambientes
culturalmente ricos, aprendem mais rapidamente, crescem mais confiantes e se
tornam pessoas mais produtivas (MORAN, 2000, p. 17 – 18).
Percebe a
necessidade de se trabalhar as novas tecnologias no ensino da Matemática aliada
na construção de verdadeiros conhecimentos, preparando o profissional para o
futuro para uma vida social e profissional, possibilitando ao aluno, viajar
pelo mundo virtual, porém, cheia de tecnologia capaz de levar o aluno a
qualquer lugar do mundo, além de interagir com outras pessoas em qualquer lugar
do planeta.
A
formação continuada dos profissionais da educação é de suma importância para
melhor inserção da tecnologia nas escolas, e assim, melhora também do ensino e
aprendizagem dos educandos, destacando mais uma vez que para os profissionais da
zona rural, essa formação é indispensável.
Questionário aos Docentes
No início
da formação como os docentes de matemática da Educação Fundamental II foi
realizado um questionário, a fim de conhecer a realidade de cada um quanto ao
domínio e uso das tecnologias em sua vida profissional.
Neste
questionário contatou se que a grande maioria apesar de ter computador próprio,
possuem muita dificuldade de manusear as ferramentas do mesmo; dessa forma não
utilizando como facilitador de ensino aprendizagem.
Formação Continuada
A
oficina foi realizada entre os meses de março e abril, na Escola Municipal
Ercina Monteiro Pereira no Município de Porto Nacional /TO, com a professora Elisangela
de Andrade Fabino de Souza como ministrante. Participaram da oficina professores
de Matemática, Coordenadora e a direção da Unidade de Ensino. Foram
apresentadas e realizadas atividades em grupo de forma lúdica, incentivando os
profissionais de educação a utilização dos recursos tecnológicos oferecidos
pela Unidade de Ensino no desenvolvimento de suas aulas, a fim de melhorar suas
metodologias e, por conseguinte existir maior índice de aprendizagem por parte
dos educandos.
Apresentação
1º encontro: Apresentação da oficina, exposição dos conteúdos a serem trabalhados. (Parte
teórica)
2º encontro: O uso das tecnologias de informações e comunicação (TICs) que estão
disponíveis na unidade escolar; para o enriquecimento das aulas dos docentes em
suas aulas de matemática. (Parte prática)
3º encontro: Conclusão e debate sobre a oficina, resultados da aplicação de cada
docente na sala de aula.
Resultados
e Discussões
O Estágio Supervisionado II serviu para renovar as práticas pedagógicas
dos docentes, pois o mesmo contagiou tanto professores quanto alunos, pois a
inovação esteve presente no decorrer da execução desta ação. Possibilitou ao
professor repensar a sua prática pedagógica em sala de aula e rever quais
metodologias aplicaria para inovar em suas aulas. Nesta formação foi
trabalhada a teoria e prática do uso das TICs ao processo de ensino
aprendizagem em benefício dos profissionais para melhor auxiliar suas aulas,
ajudando os a superar as suas dificuldades ao uso das TICs.
Portanto, a realização da formação foi gratificante, tanto para o
professor mediador, quanto para todos os participantes da mesma, na qual pode
ajudar e orientar quanto ao uso das TICs no processo de ensino aprendizagem.
Conclusão
Através
deste trabalho conclui-se que as tecnologias usadas com fim educacional /
pedagógico ampliam as possibilidades de o professor ensinar e o aluno aprender.
Quando utilizada com significado e critério, a tecnologia pode contribuir para
a produção do conhecimento e a melhoria do processo ensino - aprendizagem.
O
professor precisa buscar conhecer e estar consciente de que a adoção de
tecnologias da informação e da comunicação na área educacional tem reflexos na
sua prática docente e nos processos de aprendizagem, conduzindo para a
apropriação de conhecimentos.
Através
da pesquisa realizada verificou-se, através do relato dos professores, a
importância do uso das TICs pelo aumento do interesse, participação e motivação
dos alunos, a aprendizagem mais significativa e a aula produtiva e dinâmica,
facilitando a problematização dos conteúdos.
Para
um uso significativo das tecnologias, que traga resultados no processo de
ensino e de aprendizagem, evidencia-se a necessidade da formação e o
aperfeiçoamento dos educadores quanto ao uso das tecnologias, afim de que desenvolvam seu trabalho de forma eficiente,
renovada e atualizada; para que estejam cada vez mais aptos e comprometidos na
inserção do uso das novas tecnologias no ensino da Matemática, fazendo assim
suas aulas mais prazerosas e com um ensino eficiente.
Referências
ALMEIDA,
Maria Elisabeth Bianconcini de. ProInfo: Informática e Formação de
Professores. vol. 1. Série de Estudos Educação a Distância. Brasília:
Ministério da Educação, Seed, 2000b.
BARROS, Armando
Martins de; CORTES, Erica; BASTOS, Patrícia. Notas sobre as práticas
discursivas ao olhar: os álbuns de família com motivos escolares. Rio de
Janeiro: Epapers, 2003. ALMEIDA, Paulo Nunes de. Dinâmica lúdica: jogos
pedagógicos para escolas de 1º e 2º graus 4.ed. São Paulo: Loyola, 1984. ARAÚJO,
S. K. Escolas no Ar: a gestão de sistemas educomunicativos para o uso
pedagógico do rádio. Natal, RN: UFRN, 2003. BEHERENS, Marilda Aparecida, "Projetos
de aprendizagem colaborativa num paradigma emergente", em MORAN, José
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2000.
DEMO,
Pedro. TICs e educação, 2008 http://www.pedrodemo.sites.uol.com.br
DUARTE, Rosália. Mídia audiovisual e formação de professores. http://wwwusers.rdc.puc-rio.br/midiajuventude/textaudioeformaprof.htm
Acessado em [16 de novembro de 2009].
sábado, 1 de julho de 2017
Resultados e Discussões
Resultados e Discussões
O Estágio
Supervisionado II serviu para renovar
as práticas pedagógicas dos docentes, pois o mesmo contagiou tanto professores quanto
alunos, pois a inovação esteve presente no decorrer da execução desta ação.
Possibilitou ao professor repensar a sua prática pedagógica em sala de aula e rever
quais metodologias aplicaria para inovar em suas aulas. Nesta formação foi
trabalhada a teoria e prática do uso das TICs ao processo de ensino
aprendizagem em benefício dos profissionais para melhor auxiliar suas aulas,
ajudando os a superar as suas dificuldades ao uso das TICs.
Portanto, a
realização da formação foi gratificante, tanto para o professor mediador,
quanto para todos os participantes da mesma, na qual pode ajudar e orientar
quanto ao uso das TICs no processo de ensino aprendizagem.
terça-feira, 27 de junho de 2017
Referências
Referências
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REFERENCIAL TEÓRICO
Na
virada do século, não se trata mais de nos perguntarmos se devemos ou não introduzir
as novas tecnologias da informação e da comunicação no processo educativo. Já
na década de 80, educadores preocupados com a questão consideraram inevitável
que a informática invadisse a educação e a escola, assim como ela havia
atingido toda a sociedade (Monteiro & Rezende, 1993).
Atualmente,
professores de várias áreas reagem de maneira mais radical, reconhecendo que,
se a educação e a escola não abrirem espaço para essas novas linguagens, elas
poderão ter seus espaços definitivamente comprometidos (Kawamura, 1998).
Sabemos,
entretanto, que os meios, por si sós, não são capazes de trazer contribuições para
a área educacional e que eles são ineficientes se usados como o ingrediente
mais importante do processo educativo, ou sem a reflexão humana. Mesmo aqueles
que defendem a tecnologia, proclamando apenas seus benefícios, deveriam
considerar que a tecnologia educacional deve adequar-se às necessidades de
determinado projeto político-pedagógico, colocando-se a serviço de seus
objetivos e nunca os determinando.
Embora
seja verdade que a tecnologia educacional não irá resolver os problemas da educação,
que são de natureza social, política, ideológica, econômica e cultural, essa constatação
não nos pode deixar sem ação frente à introdução das inovações tecnológicas no contexto
educacional. Ainda é preciso continuar pesquisando sobre o que as novas
tecnologias têm a oferecer à educação, para que tenhamos condições de formar
uma visão crítica fundamentada sobre o seu uso.
Esse
deve ser o grande desafio em qualquer projeto de inovação tecnológica na área educacional.
Sabemos que, se a tecnologia não recebe o tratamento educacional necessário, o alcance
do projeto tende a ser efêmero, não alterando o cotidiano de professores e
alunos nem trazendo contribuições ao processo de ensino-aprendizagem (Candau,
1991).
A
introdução de novas tecnologias na educação não implica necessariamente novas práticas
pedagógicas, pois podemos com ela apenas vestir o velho com roupa nova, como
seria o caso dos livros eletrônicos, tutoriais multimídia e cursos a distância
disponíveis na Internet, que não incorporam nada de novo no que se refere à
concepção do processo de ensino aprendizagem. Dessa forma, as novas tecnologias
são usadas apenas como instrumento (Pretto, 1996), os que tende a ser inócuo na
educação se não repensaram os demais elementos envolvidos nesse processo.
Nesses
termos, “sua utilização acaba por resultar quase sempre em aulas em vídeo
iguais às da escola de hoje, ou a textos em microcomputadores, interativos e auto-instrutivos, mais limitados que os livros
existentes nas estantes escolares” (Kawamura,1998).
Acreditar,
entretanto, que novas práticas pedagógicas implicam o uso de novas tecnologias,
confiando à tecnologia educacional a renovação da educação, seria uma visão extremamente
tecnicista do processo educativo. Para Dillon (1996), acreditar que qualquer nova
tecnologia nos oferece os meios de resolver nossos problemas educacionais é
fazer parte da nova tecnocracia. Segundo ele, essa nova tecnocracia não é muito
diferente da velha tecnocracia das máquinas de ensinar de Skinner, mesmo que
admitamos avanços teóricos de lá para cá.
Com o uso das novas
tecnologias pode se promover no ensino da Matemática, fazendo com que o aluno
tenha uma aprendizagem rápida, fácil, interativa e acompanhada de um raciocínio
lógico. Portanto professor e aluno devem acompanhar a evolução da tecnologia e,
assim, se inserir neste mundo cada vez mais tecnológico.
Os professores de
matemática das instituições de ensino devem estar preparados para a utilização
dos recursos tecnológicos, tendo domínio dos mesmos, pois precisam agir como
mediadores em suas aulas, mostrando a seus educandos como se busca o
conhecimento, desenvolvendo neles a capacidade de se auto educar, construir
seus próprios conceitos e ter autonomia de resolver os problemas, participando
ativamente da sociedade em que está inserido. Conforme Moran,
As mudanças na
educação dependem também dos alunos. Alunos curiosos e motivados facilitam
enormemente o processo, estimulam as melhores qualidades do professor,
tornam-se interlocutores lúdicos e parceiros de caminhada do
professor-educador. Alunos motivados aprendem e ensinam, avançam mais, ajudam o
professor a ajuda-los melhor. Alunos que provêm de famílias abertas, que apoiam
as mudanças, que estimulam afetivamente os filhos, que desenvolvem ambientes
culturalmente ricos, aprendem mais rapidamente, crescem mais confiantes e se
tornam pessoas mais produtivas (MORAN, 2000, p. 17 – 18).
Percebe a necessidade
de se trabalhar as novas tecnologias no ensino da Matemática aliada na
construção de verdadeiros conhecimentos, preparando o profissional para o
futuro para uma vida social e profissional, possibilitando ao aluno, viajar pelo
mundo virtual, porém, cheia de tecnologia capaz de levar o aluno a qualquer
lugar do mundo, além de interagir com outras pessoas em qualquer lugar do
planeta.
A
formação continuada dos profissionais da educação, é de suma importância para
melhor inserção da tecnologia nas escolas, e assim, melhora também do ensino e
aprendizagem dos educandos, destacando mais uma vez que para os profissionais
da zona rural, essa formação é indispensável.
RESUMO DO ARTIGO 2
RESUMO DO ARTIGO 2
Artigo: O USO
DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO
NA PRÁTICA
PEDAGÓGICA DA ESCOLA
Resumo:
Este artigo baseia-se na
percepção de que o desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação
traz ao processo do ensino e da aprendizagem um conjunto significativo de
alterações, desde os suportes materiais às metodologias, até os modelos
conceptuais da aprendizagem. Como então, utilizar as Tecnologias da Informação
e Comunicação para melhorar o processo ensino- aprendizagem? O objetivo é
investigar as práticas pedagógicas efetivas que conduzem à qualidade no
processo de ensino e de aprendizagem, verificando a função e a importância dos
recursos tecnológicos no processo. A pesquisa apresenta os dados coletados, por
meio de um questionário com o uso da tecnologia, com conteúdos do 2º bimestre,
dos professores do Colégio Estadual Otalípio Pereira de Andrade do município de
Campo Largo, onde se ressalta a importância do uso das TICs pelo aumento do
interesse, participação e motivação dos alunos, a aprendizagem mais
significativa e a aula produtiva e dinâmica, facilitando a problematização dos
conteúdos. Evidencia-se também, a necessidade da formação e o aperfeiçoamento
dos docentes quanto ao uso das tecnologias da informação e comunicação para que
os professores sejam capacitados para assumir o papel de facilitador da
construção do conhecimento pelo aluno e não um mero transmissor de informações.
Conclui-se que, o uso das tecnologias por si só não representa mudança
pedagógica, se for usada somente como suporte tecnológico para ilustrar a aula,
o que se torna necessário é que ela seja utilizada como mediação da
aprendizagem para que haja uma melhoria no processo ensino-aprendizagem.
Professora
da rede pública de Educação, licenciada em Matemática, pós-graduada em
Metodologia do Ensino de 1º e 2º graus, Ciências Matemáticas e Formulação e
Gestão de Políticas Públicas; Dra. Eng. Professora do Departamento de Ciências
e Gestão da Informação da UFPR.
Acesse o artigo: http://www.redalyc.org/html/873/87314209006/
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