segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Projeto da Oficina

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Relato da Regência

Esta fase possibilita ao estagiário colocar em prática os conhecimentos teóricos adquiridos no decorrer do curso, aplicando metodologias diversificadas para alcançar os objetivos pré – estabelecidos.
Durante o estagio de matemática na 1º série do ensino médio, numa turma que pude identificar, foram às inúmeras dificuldades apresentadas pelos alunos da escola pública, que os mesmo estão na 1º série, mas a maioria não sabe nem as quatro operações básicas da matemática. Outro fator observado é a falta de interesse, e o descompromisso que a maioria dos alunos tem, sem falar naquela preguiça básica, onde o professor passa exercícios para serem feitos em casa, mas quando chega na hora da correção, apenas uma minoria os fez.
Observa – se também, que aulas dinâmicas predem a atenção dos alunos e que os mesmos acabam aprendendo com jogos e dinâmicas em grupos, só que às vezes essa metodologia se torna um pouco inviável, devido alguns alunos, que não tem nenhum compromisso com a educação, o que acaba atrapalhando e bagunçando as dinâmicas. Mas, no entanto está é a linha que a escola busca estimular, mas sempre encontra alguma resistência dos profissionais, que não acreditam nestes métodos e continuam fechados para o novo.
Nesta fase foram ministradas 08 horas aulas, onde o meu maior problema em trabalhar o conteúdo “resolução de equação completas do 2º grau”, foi à falta de conhecimento dos alunos nos conteúdos elementares da matemática, tais como, adição, subtração, multiplicação, divisão, radiciação, potenciação e os mesmos tem uma grande dificuldade de interpretação e leitura dos conteúdos matemáticos.
Observando as práticas metodológicas de alguns professores, a evidências da presença de elementos das várias teorias pedagógicas nas mesmas, que às vezes sempre são inseridas de forma coerente à intencional: resulta daquilo que incorporaram na passagem pela escola como alunos, das trocas com os colegas de profissão, de prescrições de livros didáticos, enfim, geradas no dia- a – dia. 
O surgimento das tecnologias, a competição com outras mídias, a internet, o cinema, a musica, enfim são linguagens que caminham junto com a matemática. Nos dias atuais muitas coisa surgiu, novidades, possibilidades, o que se deve fazer é aliar tecnologia ao ensino, é andar lado a lado, para que juntos construam a formação dos discentes já que estão envoltos a essas diversidades.
Nos dias atuais é preciso inovar, desenvolver projetos, mudar estratégias, pois os desafios são muitos, ensinar em pleno século XXI, requer muita capacitação, habilidade e competência para fazer com que os educando se dediquem e se interessem pelo ensino.  

RESUMO DO ARTIGO II

Artigo: UTILIZANDO A CALCULADORA NAS AULAS DE MATEMÁTICA.

RESUMO: O presente estudo teve como objetivo tratar do uso da calculadora como ferramenta pedagógica nas aulas de Matemática, visando que a calculadora não fosse apenas apresentada aos alunos, sem possibilitar que estes a desvendassem e a explorassem de forma significativa e mediada pelo professor. Propõe uma metodologia que permita aos alunos aprenderem a buscar e selecionar as informações, tornando-se sujeito através de ações ousadas, autônomas e significativas, numa prática efetiva e desmistificadora do uso da calculadora e envolve atividades práticas com alunos nas aulas de matemática e realização de pesquisa quantitativa com professores. Nesse foco, a prática do professor perante as tecnologias, nesse caso a calculadora precisa ser cuidadosamente analisada, para que se proceda adequadamente à construção do conhecimento. A atuação do professor mediante o uso de meios eletrônicos requer um resgate da didática de todos os tempos, para uma adaptação ao contexto atual, em que a tecnologia quebra parâmetros e propõe novos olhares enquanto mecanismos importantes ao processo de ensinar, compreender e aprender.


Professor participante do Programa de Desenvolvimento Educacional do Estado do Paraná (PDE), Especialista em Metodologia do Ensino de Ciências (IBPEX), Graduado em Ciências Físicas e Biológicas – Hab. Química (FAFIJA) e Acadêmico de Matemática (UnC). Atualmente atua como professor da rede pública estadual do Paraná, leciona matemática. E-mail: shykolopes@uol.com.br.Clique Aqui 

domingo, 1 de outubro de 2017

RELATOS DAS OBSERVAÇÕES

RELATOS DAS OBSERVAÇÕES
A fase de observação representa o reconhecimento da unidade escolar, onde são verificadas duas necessidades, seus projetos e sua forma de trabalho desenvolvido. Assim é extremamente importante para o estagiário conhecer as atividades da escola e do sistema educacional para melhor compreender sua realidade e seu funcionamento.
Nota-se que a realidade da escola está longe de ser a sonhada e desejada pela maioria dos profissionais da área, e que o professor enfrenta grande problemas durante as atividades docentes, problemas estes que impedem o seu êxito profissional, por este motivo é necessário que o profissional esteja sempre atento as sua responsabilidades.
Neste período de observação em sala de aula, o que eu pude observar que um dos principais problemas que mais preocupa a escola é a falta de acompanhamento e apoio da família aos alunos, mas a escola está realizando projetos para tentar aproximar estes, pois a família é fundamental para o desempenho escolar do aluno.
Em segundo plano, é a desinformação, o descompromisso que os alunos têm com o processo ensino aprendizagem, talvez esses alunos ainda não saibamos a importância de uma boa educação, não só para o seu ego, mas também para o seu futuro profissional, ou seja, que os alunos de hoje não pensam no futuro? Tá ai uma problemática que os teóricos da educação poderiam estudar, haja vista, que os mesmos só discutem as novas modalidades de ensino, tais como Construtivismo, Pedagogia dos Projetos, Interdisciplinaridade, Multidisciplinaridade, entre outras em vez de realmente discutir o que é mais interessante para os estudantes, que é fazer com que eles entendam que sem uma boa educação, eles estão estaguinados ao fracasso, não só pessoal, mas também profissional. O momento de observação foi o período da sondagem do local, de analisar como ocorre à prática e a rotina escolar. Nesse momento, tive a chance de verificar como é desenvolvida a prática pedagógica na turma escolhida. Foi o momento em que conheci superficialmente os alunos, suas dificuldades, peculiaridades, anseios, como a escola se organiza pra receber estes alunos, verifiquei qual postura deveremos ter ao estagiar.

RESUMO DO ARTIGO I



Artigo: A IMPORTÂNCIA DO USO DA INFORMÁTICA NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA.

 RESUMO: O presente artigo objetiva fazer um estudo sobre o uso da informática no ensino aprendizagem da Matemática. Alavancar as dificuldades e as possibilidades de adaptações dos alunos e professores com o uso de softwares na sala de aula. Busca entender os principais motivos pelos quais a tecnologia está sendo pouco usada na atividade docente.   A informática tem criado uma revolução no processo ensino aprendizagem da matemática. São várias as maneiras de aproveitar todas as tecnologias disponíveis, mas é difícil de direcionar os alunos para focarem no âmbito da aprendizagem, pois as alternativas de distração, que a eles interessam mais, são amplas.
Sabe-se que a globalização força-nos a adaptação frente à evolução das tecnologias que avançam aceleradamente, exigindo dos educandos e educadores habilidades e competências coerentes com a necessidade atual. Com isso, é importante analisar o conhecimento dos alunos frente à evolução da informática, bem como investigar seu interesse em usar o computador como ferramenta complementar na disciplina de Matemática. Enfim, este estudo tem como finalidade mostrar como a informática está inserida no ensino aprendizagem da disciplina de Matemática; conhecer as dificuldades e adaptações dos alunos e professores com o uso de softwares na sala de aula; entender os principais motivos pelos quais a tecnologia está sendo pouco usada na sala de aula e analisar o interesse que os alunos têm para usar o computador para a resolução de cálculos e conhecer os softwares matemáticos disponíveis. Muitas expectativas são criadas com a inserção de novas tecnologias para o ensino aprendizagem na área da matemática com a intenção de trazer soluções com mais rapidez na realização dos cálculos. Contudo o uso dessas tecnologias não dispensa a necessidade de mediação do professor na sala de aula.

CÓSTA, Luciana Mendes da 1 MEDEIROS, Adriane de 2  SCHNEIDER, Mariane3 
A importância do uso da informática no processo ensino aprendizagem da matemática. FELIMAT 2015 - Fórum Estadual das Licenciaturas em Matemática na Universidade Tecnológica Federal do Paraná realizado nos dias 21 e 22 de maio de 2015. 

Acesse o artigo

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

FOTOS DA ESCOLA " Colégio Estadual São José"








Caracterização da Escola - pelo PPP

1. CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA.
ESTRUTURA ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO.
ASPECTOS ORGANIZACIONAIS
Para o bom funcionamento, a Colégio Estadual São José, obedece a uma hierarquia, assim como toda e qualquer organização educacional, no entanto todas as propostas e projetos são discutidos coletivamente, possui ainda um regimento escolar que foi aprovado pelo conselho escolar e é de conhecimento de todos, corpo docente e discente, e o mesmo está exposto em um mural e que é utilizado quando há necessidade.
A escola possui ainda uma ampla biblioteca com dimensões razoáveis, sendo regularmente frequentada por usuários do corpo docente e discente, o que facilita o desenvolvimento de atividades de pesquisa. O acervo bibliográfico é de aproximadamente 3000 (três mil) livros que são bastante diversificados, desde literatura Infantil, Infanto – Juvenil e brasileira, língua inglesa, portuguesa e latim, além de diversos mapas, desde mundial, nacional e estadual, conta ainda com mapas do corpo humano e dicionários de português e inglês e diversas revistas.
O Colégio conta ainda com uma videoteca com cerca de 120 (cento e vinte) fitas de vídeo e um laboratório de informática com 04 (quatro) micro – computadores, todos conectados à internet, o que possibilita a pesquisa dos educandos e educadores.
COODERNAÇÃO PEDAGOGICA E ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL
Os coordenadores auxiliam os professore para garantir um ensino de qualidade, estes também acompanham o rendimento dos alunos fazendo análise dos resultados das avaliações. Os funcionários contam com um programa continuada, sem falar em uma assistência didática – pedagógicos oferecidos pela Escola e Secretaria Estadual de Educação.
SECRETARIA ESCOLAR
         A secretaria da Escola possui prontuários individuais, com dados cadastrais de identificação, residência, profissão dos pais, e registro de controle do rendimento escolar corretamente organizada. Há secretária escolar segue as normas da Secretaria Estadual de Educação, sobre a organização e funcionamento da mesma.
MECANISMOS DE AÇÃO COLETIVA NO INTERIOR DA ESCOLA.
            Atua no Colégio Estadual São José, APM (Associação de Pais e Mestre), conselho de Escola e também Associação de Apoio à Escola. Existe um trabalho sistemático com pais, com reuniões bimestrais e extraordinárias, que são de caráter informativo, pedagógico e educativo. O Colégio mantém relacionamento com outras instituições, tais como igrejas comércios e a comunidade em geral o que não implica num envolvimento com os problemas da comunidade, haja vista que existe uma associação de moradores que são envolvidos nestas questões sociais.


PLANEJAMENTO ESCOLAR
O Colégio Estadual São José, tem como missão; Resgatar os princípios étimicos; Priorizar os alunos com maior dificuldade de aprendizagem; Procurar envolver os pais no processo educativo; Melhorar os níveis de aprendizagem, o que está de acordo com a educação atual, com todos os profissionais trabalhando com base na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) e PCN’S (Parâmetros Curriculares Nacionais), o que resulta numa educação de qualidade e atual e o bem está dos alunos. O objetivo da Escola é de conhecimento de todos os envolvidos no processo ensino – aprendizagem, e que todos concordam e lutam para alcançar. A concepção adotada pela Escola é a construtivista, porque acreditam ser a forma mais eficaz para atingir os objetivos da educação atual.
ORGANIZAÇÃO GERAL DA ESCOLA.
ASPECTOS ADMINISTRATIVOS GERAIS.

A gestão existente na Escola é democrática e participativa, pois não há eleição para Diretor e todos os funcionários participam da elaboração do projeto político pedagógico. O Diretor distribui seu tempo em administração, supervisão pedagógica, contatos com professores, funcionários, alunos, contatos com a comunidade, Secretaria da Educação, reuniões, e acompanhamento do trabalho de cada setor. As informações são democráticas e de acessibilidade de todos, através de um jornal bimestral, que visa divulgar e informar as atividades da Escola.

FUNCIONAMENTO DA ROTINA DA ESCOLA.
As aulas iniciam regularmente às 07h30min horário no período matutino, com intervalo para o recreio das 09h30min às 09h45min e saída às 11h45min. No período vespertino as aulas vão das 13h30min às 17h45min, com intervalo para o recreio das 13h30min às 15h45min. No período noturno as aulas iniciam – se às 19h00min e terminam às 22h30min com intervalo das 20h40min às 20h45min.
            Quanto às vagas são sistematizadas pelo estado através da Secretaria da Educação de acordo com a LDB. Não há restrições de matriculas, no entanto a prioridade é de quem mora próximo da escola.
A frequência é controlada pelo diário de classe, com chamadas por aula, quando há + (mais) de 05 (cinco) faltas consecutivas, sendo menor de idade, é encaminhado ao conselho tutelar para serem tomadas as devidas providências, já sendo maior de idade, a escola procura saber as causas. Quanto às comemorações são elaborados projetos comuns a todas as classes, há também projetos interdisciplinares que envolvem várias turmas e professores.
ASPECTO DA ORGANIZAÇÃO PEDAGOGICA - DIDÁTICO.
O planejamento é organizado da seguinte forma, quinzenal, que se reúnem com todos da mesma formação. Quanto à escolha dos livros didáticos são expostos vários autores e obras, e os professores analisam e fazem a escolha a escolha do livro didático.
Quanto as atividades extra classe é uma prática pouco utilizada pela escola que deixa um pouco a desejar neste requisito. Já as reuniões pedagógicas são mensais, neste momento é discutido sobre a prática docente bem como as inovações educacionais.

DIREÇÃO E GESTÃO DA ESCOLA
A gestão adotada pela escola é a democrática, com liderança e participação ativa da direção, a mesma possui um ótimo relacionamento com todos os funcionários e é atribuída com a coordenação pedagógica, isso age de forma positiva que estimula e incentiva a equipe escolar.
 AVALIAÇÃO
A avaliação é realizada de duas formas, á avaliação da aprendizagem, feita pelos professores e avaliação institucional que é realizada pela Secretaria da Educação e Secretaria de Administração da Escola, que visa diagnosticar os pontos fracos e fortes e fazer as intervenções necessárias. Há um efetivo acompanhamento pedagógico e administrativo em termos de eficácia e realização de objetivos que é a própria avaliação.

PERFIL DA COMUNIDADE
O Colégio Estadual São José, está situado no Apm 06 Alameda 25 (Antiga 112)  Plano Diretor Sul Palmas - TO CEP: 77024-088. Por ter uma localização estratégica, o colégio atende alunos da região sul e diversos bairros circunvizinhos. O que diversifica a clientela tornando – a mista, atendendo desde filhos de funcionários públicos, trabalhadores liberais a autônomos, mas em sua maioria, como em toda escola pública, o que predomina são as classes médias baixas e baixas.
O Colégio Estadual São José busca fornecer um ensino de qualidade, capacitando os alunos para a vida social e despertando-os e incentivando-os a busca de uma vida melhor.

terça-feira, 18 de julho de 2017

LINHA PEDAGÓGICA ESCOLA TRADICIONAL

UFT – PARFOR – MATEMÁTICA ESTÁGIO III 
PROF° PAULO ALEXANDRE 
ACADÊMICOS: ELISANGELA FABINO 
KLEBER GOMES
 OLINDA BELIZÁRIO 

    Escola Tradicional 
   
   A escola tradicional de ensino teve a sua origem no século XVIII, a partir do Iluminismo. O objetivo principal era universalizar o acesso do indivíduo ao conhecimento. Possui um modelo firmado e certa resistência em aceitar inovações, e por isso foi considerada ultrapassada nas décadas de 60 e 70. 
   As escolas que adotam o sistema tradicional acreditam que a formação de um aluno crítico e criativo depende justamente da bagagem de informação adquirida e do domínio dos conhecimentos consolidados. 
    Não há lugar para o aluno atuar, agir ou reagir de forma individual. Não existem atividades práticas que permitem aos alunos inquirir, criar e construir. Geralmente, as aulas são expositivas, com muita teoria e exercícios sistematizados para a memorização. 
    O professor é o guia do processo educativo e exerce uma espécie de “poder”. Tem como função transmitir conhecimento e informações, mantendo certa distância dos alunos, que são “elementos passivos”, em sala de aula. 
    O ensino corresponde numa aprendizagem onde o professor da a matéria e uma lição para o aluno fazer, no qual na próxima aula faz uma recapitulação da aula anterior corrigindo os exercícios, se todos fizerem, passa a frente, se ficou duvidas é preciso que se prolongue mais esta matéria, depois de solucionar todos os problemas, ai podemos prosseguir com a matéria. 
    Um fator que não é cumprido e que tende a levar o aluno que não consegue aprender, tendo de abandonar a escola, pois o professor só transmite a matéria e não se preocupa em ajudar os alunos no solucionamento de suas duvidas. 
     Esta tendência compromete a transformação da sociedade, já que não há questionamentos e nem pensamentos críticos, os homens e mulheres apenas serão capazes de repetir o que lhe foi repassado em qualquer disciplina, o que desenvolve apenas a memória e a retenção de informações. Trabalhar o pensamento crítico e reflexivo fica em segundo plano, de forma aos alunos não perceberem todo processo alienatário e e excludente presente na sociedade capitalista. 
    A Pedagogia Tradicional que Libâneo mostra é aquela que não respeita as individualidades do aluno e que faz o ensino permanecer distante da realidade dos alunos, já que o conhecimento absoluto vem dos professores, o que fazer com as experiências e os conhecimentos já adquiridos pelos alunos em seu meio? Por isso a necessidade e a preocupação de que a educação parta do geral, para o particular, tornando a educação um processo dinâmico e dotado de significado aos alunos. 
    As avaliações são periódicas, por meio de provas, e medem a quantidade de informação que o aluno conseguiu absorver. 
   São escolas que preparam seus alunos para o vestibular desde o início do currículo escolar e enfatizam que não há como formar um aluno questionador sem uma base sólida, rígida e normativa de informação. 
    O estudo da Pedagogia Tradicional, erroneamente aplicado nas escolas é uma espécie de educação alheia as experiências e reais necessidades dos alunos, já que promove uma certa padronização do conhecimento, onde o professor é o dono do conhecimento e transmite aos poucos para seu aluno que passivamente apenas memorizam o conteúdo de forma a saber, ou melhor decorar, sem uma mínima interação aluno-professor. 

CONCLUSÃO 

Pedagogia Tradicional caracteriza-se pelas: 
  • concepções de educação onde prepondera a ação ação de agentes externos na formação dos alunos, 
  • o primado do objeto de conhecimento, 
  • a transmissão do saber constituído na tradição e nas grandes verdades acumuladas pela humanidade 
  • e pela concepção de ensino como impressão de imagens propiciadas ora pela palavra do professor ora pela percepção sensorial. 


REFERÊNCIAS 

MORANDI, Franc. Modelos e métodos em Pedagogia; obra organizada por René La Borderie; tradução: Maria Leonor Loureiro. – Bauru, SP: EDUSC

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Artigo Final - Disciplina de Estágio II

FORMAÇÃO DE PROFESSORES: USO DE TECNOLOGIAS NO ENSINO DA MATEMÁTICA PARA OS PROFESSORES DA ESCOLA MUNICIPAL ERCINA MONTEIRO PEREIRA


Elisangela Andade Fabino de Souza
Licenciada em Matemática – Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica, da Universidade Federal do Tocantins.

Resumo: Este trabalho descreve um projeto de ensino elaborado e desenvolvido no decorrer da disciplina Estágio Supervisionado II, disciplina que faz parte da grade curricular do curso de Matemática da Universidade Federal do Tocantins. Esse projeto foi desenvolvido na Escola Municipal Ercina Monteiro Pereira no reassentamento do Prata Município de Porto Nacional Estado do Tocantins, com os professores da Educação Básica. Durante a realização deste trabalhou foi observado que apesar da Unidade de Ensino oferecer recursos tecnológicos como Datashow, internet, alguns computadores, esses recursos não eram aproveitados pela grande maioria devido à falta de habilitação dos docentes para o uso destes recursos. A oficina foi de grande importância na formação dos professores, onde pode se orientá-los quanto ao uso destes recursos tecnológicos disponíveis na escola e seus benefícios na construção de um melhor Ensino e Aprendizagem.
Palavras-chave: Tecnologia. Formação. Processo ensino-aprendizagem. Aprendizagem significativa.

Introdução
A Secretaria do Municipal de Porto Nacional Estado do Tocantins vem desenvolvendo ações para incorporação de tecnologias de informação e comunicação nas escolas públicas municipais, como recursos didáticos dos professores e estratégia de Política Pública de Inclusão Digital.
Este trabalho da disciplina de estágio II veio para apresenta uma reflexão sobre o porquê utilizar os recursos tecnológicos e o que se pretende atingir, a importância do uso das tecnologias, de forma significativa, criativa e inteligente.
Considerando-se um recurso auxiliar na prática pedagógica do professor, a inserção das tecnologias em sala de aula deve ser acompanhada por uma metodologia adequada às necessidades dos alunos, utilizando-se de maneira adequada e significativa, questionando o objetivo que se quer atingir, levando-se em consideração o lado positivo e as limitações que apresentam. 
A formação, o envolvimento e o compromisso de diretores, professores e pedagogos no processo educacional tornam-se fundamental, repensando o processo ensino – aprendizagem. Considera-se importante ao professor conhecer as possibilidades metodológicas que as tecnologias trazem para trabalhar o conteúdo, através de atividades criativas, de um processo de desenvolvimento consciente e reflexivo do conhecimento, usando pedagogicamente os recursos tecnológicos, com perspectiva transformadora da aprendizagem escolar.
Pode-se dizer que as mídias têm grande poder pedagógico, pois se utilizam da imagem. Assim, torna-se cada vez mais necessário que a escola se aproprie dos recursos tecnológicos, dinamizando o processo de aprendizagem.  
Para que a sala de aula se torne um espaço de aprendizagens significativas, torna-se necessário que os dois atores, professor e aluno, estejam presentes e atuantes, desencadeando o processo de ensino e aprendizagem.

Do quadro de giz aos computadores ligados à internet, passamos por tecnologias das mais diferenciadas que, utilizadas adequadamente, auxiliam no processo educacional.
Professores e alunos já utilizam, há algum tempo, a TV, o vídeo, o DVD, o rádio e já estão fazendo uso dos computadores, internet e pendrive.
Foi diante desse cenário que o presente estudo, fez se necessário, buscando através de formações, desenvolvendo oficinas tecnológicas, mostrar aos professores de matemática e também de outras disciplinas a necessidade e a importância das novas tecnologias a serviço da educação e sua contribuição de forma eficiente ao ensino atual.
           
REFERENCIAL TEÓRICO

Na virada do século, não se trata mais de nos perguntarmos se devemos ou não introduzir as novas tecnologias da informação e da comunicação no processo educativo. Já na década de 80, educadores preocupados com a questão consideraram inevitável que a informática invadisse a educação e a escola, assim como ela havia atingido toda a sociedade (Monteiro & Rezende, 1993).
            Atualmente, professores de várias áreas reagem de maneira mais radical, reconhecendo que, se a educação e a escola não abrirem espaço para essas novas linguagens, elas poderão ter seus espaços definitivamente comprometidos (Kawamura, 1998).
Sabemos, entretanto, que os meios, por si sós, não são capazes de trazer contribuições para a área educacional e que eles são ineficientes se usados como o ingrediente mais importante do processo educativo, ou sem a reflexão humana. Mesmo aqueles que defendem a tecnologia, proclamando apenas seus benefícios, deveriam considerar que a tecnologia educacional deve adequar-se às necessidades de determinado projeto político-pedagógico, colocando-se a serviço de seus objetivos e nunca os determinando.
Embora seja verdade que a tecnologia educacional não irá resolver os problemas da educação, que são de natureza social, política, ideológica, econômica e cultural, essa constatação não nos pode deixar sem ação frente à introdução das inovações tecnológicas no contexto educacional. Ainda é preciso continuar pesquisando sobre o que as novas tecnologias têm a oferecer à educação, para que tenhamos condições de formar uma visão crítica fundamentada sobre o seu uso.
Esse deve ser o grande desafio em qualquer projeto de inovação tecnológica na área educacional. Sabemos que, se a tecnologia não recebe o tratamento educacional necessário, o alcance do projeto tende a ser efêmero, não alterando o cotidiano de professores e alunos nem trazendo contribuições ao processo de ensino-aprendizagem (Candau, 1991).
A introdução de novas tecnologias na educação não implica necessariamente novas práticas pedagógicas, pois podemos com ela apenas vestir o velho com roupa nova, como seria o caso dos livros eletrônicos, tutoriais multimídia e cursos a distância disponíveis na Internet, que não incorporam nada de novo no que se refere à concepção do processo de ensino aprendizagem. Dessa forma, as novas tecnologias são usadas apenas como instrumento (Pretto, 1996), os que tende a ser inócuo na educação se não repensaram os demais elementos envolvidos nesse processo.
Nesses termos, “sua utilização acaba por resultar quase sempre em aulas em vídeo iguais às da escola de hoje, ou a textos em microcomputadores, interativos e  auto-instrutivos, mais limitados que os livros existentes nas estantes escolares” (Kawamura,1998).
Acreditar, entretanto, que novas práticas pedagógicas implicam o uso de novas tecnologias, confiando à tecnologia educacional a renovação da educação, seria uma visão extremamente tecnicista do processo educativo. Para Dillon (1996), acreditar que qualquer nova tecnologia nos oferece os meios de resolver nossos problemas educacionais é fazer parte da nova tecnocracia. Segundo ele, essa nova tecnocracia não é muito diferente da velha tecnocracia das máquinas de ensinar de Skinner, mesmo que admitamos avanços teóricos de lá para cá.
Com o uso das novas tecnologias pode se promover no ensino da Matemática, fazendo com que o aluno tenha uma aprendizagem rápida, fácil, interativa e acompanhada de um raciocínio lógico. Portanto professor e aluno devem acompanhar a evolução da tecnologia e, assim, se inserir neste mundo cada vez mais tecnológico.
Os professores de matemática das instituições de ensino devem estar preparados para a utilização dos recursos tecnológicos, tendo domínio dos mesmos, pois precisam agir como mediadores em suas aulas, mostrando a seus educandos como se busca o conhecimento, desenvolvendo neles a capacidade de se auto educar, construir seus próprios conceitos e ter autonomia de resolver os problemas, participando ativamente da sociedade em que está inserido. Conforme Moran,
As mudanças na educação dependem também dos alunos. Alunos curiosos e motivados facilitam enormemente o processo, estimulam as melhores qualidades do professor, tornam-se interlocutores lúdicos e parceiros de caminhada do professor-educador. Alunos motivados aprendem e ensinam, avançam mais, ajudam o professor a ajuda-los melhor. Alunos que provêm de famílias abertas, que apoiam as mudanças, que estimulam afetivamente os filhos, que desenvolvem ambientes culturalmente ricos, aprendem mais rapidamente, crescem mais confiantes e se tornam pessoas mais produtivas (MORAN, 2000, p. 17 – 18).
Percebe a necessidade de se trabalhar as novas tecnologias no ensino da Matemática aliada na construção de verdadeiros conhecimentos, preparando o profissional para o futuro para uma vida social e profissional, possibilitando ao aluno, viajar pelo mundo virtual, porém, cheia de tecnologia capaz de levar o aluno a qualquer lugar do mundo, além de interagir com outras pessoas em qualquer lugar do planeta.
           A formação continuada dos profissionais da educação é de suma importância para melhor inserção da tecnologia nas escolas, e assim, melhora também do ensino e aprendizagem dos educandos, destacando mais uma vez que para os profissionais da zona rural, essa formação é indispensável.

Questionário aos Docentes
            No início da formação como os docentes de matemática da Educação Fundamental II foi realizado um questionário, a fim de conhecer a realidade de cada um quanto ao domínio e uso das tecnologias em sua vida profissional.
            Neste questionário contatou se que a grande maioria apesar de ter computador próprio, possuem muita dificuldade de manusear as ferramentas do mesmo; dessa forma não utilizando como facilitador de ensino aprendizagem.

Formação Continuada
            A oficina foi realizada entre os meses de março e abril, na Escola Municipal Ercina Monteiro Pereira no Município de Porto Nacional /TO, com a professora Elisangela de Andrade Fabino de Souza como ministrante. Participaram da oficina professores de Matemática, Coordenadora e a direção da Unidade de Ensino. Foram apresentadas e realizadas atividades em grupo de forma lúdica, incentivando os profissionais de educação a utilização dos recursos tecnológicos oferecidos pela Unidade de Ensino no desenvolvimento de suas aulas, a fim de melhorar suas metodologias e, por conseguinte existir maior índice de aprendizagem por parte dos educandos.

Apresentação
1º encontro: Apresentação da oficina, exposição dos conteúdos a serem trabalhados. (Parte teórica)
2º encontro: O uso das tecnologias de informações e comunicação (TICs) que estão disponíveis na unidade escolar; para o enriquecimento das aulas dos docentes em suas aulas de matemática. (Parte prática)
3º encontro: Conclusão e debate sobre a oficina, resultados da aplicação de cada docente na sala de aula.

Resultados e Discussões
O Estágio Supervisionado II serviu para renovar as práticas pedagógicas dos docentes, pois o mesmo contagiou tanto professores quanto alunos, pois a inovação esteve presente no decorrer da execução desta ação. Possibilitou ao professor repensar a sua prática pedagógica em sala de aula e rever quais metodologias aplicaria para inovar em suas aulas. Nesta formação foi trabalhada a teoria e prática do uso das TICs ao processo de ensino aprendizagem em benefício dos profissionais para melhor auxiliar suas aulas, ajudando os a superar as suas dificuldades ao uso das TICs.
Portanto, a realização da formação foi gratificante, tanto para o professor mediador, quanto para todos os participantes da mesma, na qual pode ajudar e orientar quanto ao uso das TICs no processo de ensino aprendizagem.
  
Conclusão
Através deste trabalho conclui-se que as tecnologias usadas com fim educacional / pedagógico ampliam as possibilidades de o professor ensinar e o aluno aprender. Quando utilizada com significado e critério, a tecnologia pode contribuir para a produção do conhecimento e a melhoria do processo ensino - aprendizagem.
O professor precisa buscar conhecer e estar consciente de que a adoção de tecnologias da informação e da comunicação na área educacional tem reflexos na sua prática docente e nos processos de aprendizagem, conduzindo para a apropriação de conhecimentos.
Através da pesquisa realizada verificou-se, através do relato dos professores, a importância do uso das TICs pelo aumento do interesse, participação e motivação dos alunos, a aprendizagem mais significativa e a aula produtiva e dinâmica, facilitando a problematização dos conteúdos.
Para um uso significativo das tecnologias, que traga resultados no processo de ensino e de aprendizagem, evidencia-se a necessidade da formação e o aperfeiçoamento dos educadores quanto ao uso das tecnologias, afim de que desenvolvam seu trabalho de forma eficiente, renovada e atualizada; para que estejam cada vez mais aptos e comprometidos na inserção do uso das novas tecnologias no ensino da Matemática, fazendo assim suas aulas mais prazerosas e com um ensino eficiente.
  
Referências
ALMEIDA, Maria Elisabeth Bianconcini de. ProInfo: Informática e Formação de Professores. vol. 1. Série de Estudos Educação a Distância. Brasília: Ministério da Educação, Seed, 2000b.
BARROS, Armando Martins de; CORTES, Erica; BASTOS, Patrícia. Notas sobre as práticas discursivas ao olhar: os álbuns de família com motivos escolares. Rio de Janeiro: Epapers, 2003. ALMEIDA, Paulo Nunes de. Dinâmica lúdica: jogos pedagógicos para escolas de 1º e 2º graus 4.ed. São Paulo: Loyola, 1984. ARAÚJO, S. K. Escolas no Ar: a gestão de sistemas educomunicativos para o uso pedagógico do rádio. Natal, RN: UFRN, 2003. BEHERENS, Marilda Aparecida, "Projetos de aprendizagem colaborativa num paradigma emergente", em MORAN, José Manuel. Novas tecnologias e mediação pedagógica, Campinas: Papirus, 2000.
DEMO, Pedro. TICs e educação, 2008 http://www.pedrodemo.sites.uol.com.br DUARTE, Rosália. Mídia audiovisual e formação de professores. http://wwwusers.rdc.puc-rio.br/midiajuventude/textaudioeformaprof.htm Acessado em [16 de novembro de 2009].




           
           


sábado, 1 de julho de 2017

Resultados e Discussões

Resultados e Discussões
O Estágio Supervisionado II serviu para renovar as práticas pedagógicas dos docentes, pois o mesmo contagiou tanto professores quanto alunos, pois a inovação esteve presente no decorrer da execução desta ação. Possibilitou ao professor repensar a sua prática pedagógica em sala de aula e rever quais metodologias aplicaria para inovar em suas aulas. Nesta formação foi trabalhada a teoria e prática do uso das TICs ao processo de ensino aprendizagem em benefício dos profissionais para melhor auxiliar suas aulas, ajudando os a superar as suas dificuldades ao uso das TICs.

Portanto, a realização da formação foi gratificante, tanto para o professor mediador, quanto para todos os participantes da mesma, na qual pode ajudar e orientar quanto ao uso das TICs no processo de ensino aprendizagem.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Referências

Referências
MCKNIGHT, C., DILLON, A., RICHARDSON, J. (Eds.). Hypertext: a
psychological perspective. New York: Ellis Horwood; DILLON, Andrew. 1996. Myths, Misconceptions and an Alternative Perspective on Information Usage and the Electronic Medium. In: ROUET, J.F., LEVONEN, J.J., DILLON, A., JACOBSON, Michael J. 1994. Issues in hypertext and hypermedia research: toward a framework for linking theory-to-design. Journal of Educational Multimedia and Hypermedia, v.3, n.2, p.141-154.
JONASSEN, David. 1998. Designing Constructivist Learning Environments. In: REIGELUTH, C. M. Instructional Theories and Models. 2.ed. Mahwah: Lawrence Erlbaum.
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REFERENCIAL TEÓRICO

Na virada do século, não se trata mais de nos perguntarmos se devemos ou não introduzir as novas tecnologias da informação e da comunicação no processo educativo. Já na década de 80, educadores preocupados com a questão consideraram inevitável que a informática invadisse a educação e a escola, assim como ela havia atingido toda a sociedade (Monteiro & Rezende, 1993).
            Atualmente, professores de várias áreas reagem de maneira mais radical, reconhecendo que, se a educação e a escola não abrirem espaço para essas novas linguagens, elas poderão ter seus espaços definitivamente comprometidos (Kawamura, 1998).
Sabemos, entretanto, que os meios, por si sós, não são capazes de trazer contribuições para a área educacional e que eles são ineficientes se usados como o ingrediente mais importante do processo educativo, ou sem a reflexão humana. Mesmo aqueles que defendem a tecnologia, proclamando apenas seus benefícios, deveriam considerar que a tecnologia educacional deve adequar-se às necessidades de determinado projeto político-pedagógico, colocando-se a serviço de seus objetivos e nunca os determinando.
Embora seja verdade que a tecnologia educacional não irá resolver os problemas da educação, que são de natureza social, política, ideológica, econômica e cultural, essa constatação não nos pode deixar sem ação frente à introdução das inovações tecnológicas no contexto educacional. Ainda é preciso continuar pesquisando sobre o que as novas tecnologias têm a oferecer à educação, para que tenhamos condições de formar uma visão crítica fundamentada sobre o seu uso.
Esse deve ser o grande desafio em qualquer projeto de inovação tecnológica na área educacional. Sabemos que, se a tecnologia não recebe o tratamento educacional necessário, o alcance do projeto tende a ser efêmero, não alterando o cotidiano de professores e alunos nem trazendo contribuições ao processo de ensino-aprendizagem (Candau, 1991).
A introdução de novas tecnologias na educação não implica necessariamente novas práticas pedagógicas, pois podemos com ela apenas vestir o velho com roupa nova, como seria o caso dos livros eletrônicos, tutoriais multimídia e cursos a distância disponíveis na Internet, que não incorporam nada de novo no que se refere à concepção do processo de ensino aprendizagem. Dessa forma, as novas tecnologias são usadas apenas como instrumento (Pretto, 1996), os que tende a ser inócuo na educação se não repensaram os demais elementos envolvidos nesse processo.
Nesses termos, “sua utilização acaba por resultar quase sempre em aulas em vídeo iguais às da escola de hoje, ou a textos em microcomputadores, interativos e  auto-instrutivos, mais limitados que os livros existentes nas estantes escolares” (Kawamura,1998).
Acreditar, entretanto, que novas práticas pedagógicas implicam o uso de novas tecnologias, confiando à tecnologia educacional a renovação da educação, seria uma visão extremamente tecnicista do processo educativo. Para Dillon (1996), acreditar que qualquer nova tecnologia nos oferece os meios de resolver nossos problemas educacionais é fazer parte da nova tecnocracia. Segundo ele, essa nova tecnocracia não é muito diferente da velha tecnocracia das máquinas de ensinar de Skinner, mesmo que admitamos avanços teóricos de lá para cá.
Com o uso das novas tecnologias pode se promover no ensino da Matemática, fazendo com que o aluno tenha uma aprendizagem rápida, fácil, interativa e acompanhada de um raciocínio lógico. Portanto professor e aluno devem acompanhar a evolução da tecnologia e, assim, se inserir neste mundo cada vez mais tecnológico.
Os professores de matemática das instituições de ensino devem estar preparados para a utilização dos recursos tecnológicos, tendo domínio dos mesmos, pois precisam agir como mediadores em suas aulas, mostrando a seus educandos como se busca o conhecimento, desenvolvendo neles a capacidade de se auto educar, construir seus próprios conceitos e ter autonomia de resolver os problemas, participando ativamente da sociedade em que está inserido. Conforme Moran,
As mudanças na educação dependem também dos alunos. Alunos curiosos e motivados facilitam enormemente o processo, estimulam as melhores qualidades do professor, tornam-se interlocutores lúdicos e parceiros de caminhada do professor-educador. Alunos motivados aprendem e ensinam, avançam mais, ajudam o professor a ajuda-los melhor. Alunos que provêm de famílias abertas, que apoiam as mudanças, que estimulam afetivamente os filhos, que desenvolvem ambientes culturalmente ricos, aprendem mais rapidamente, crescem mais confiantes e se tornam pessoas mais produtivas (MORAN, 2000, p. 17 – 18).
Percebe a necessidade de se trabalhar as novas tecnologias no ensino da Matemática aliada na construção de verdadeiros conhecimentos, preparando o profissional para o futuro para uma vida social e profissional, possibilitando ao aluno, viajar pelo mundo virtual, porém, cheia de tecnologia capaz de levar o aluno a qualquer lugar do mundo, além de interagir com outras pessoas em qualquer lugar do planeta.
           A formação continuada dos profissionais da educação, é de suma importância para melhor inserção da tecnologia nas escolas, e assim, melhora também do ensino e aprendizagem dos educandos, destacando mais uma vez que para os profissionais da zona rural, essa formação é indispensável.

RESUMO DO ARTIGO 2

RESUMO DO ARTIGO 2
Artigo: O USO DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO
NA PRÁTICA PEDAGÓGICA DA ESCOLA  

Resumo: Este artigo baseia-se na percepção de que o desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação traz ao processo do ensino e da aprendizagem um conjunto significativo de alterações, desde os suportes materiais às metodologias, até os modelos conceptuais da aprendizagem. Como então, utilizar as Tecnologias da Informação e Comunicação para melhorar o processo ensino- aprendizagem? O objetivo é investigar as práticas pedagógicas efetivas que conduzem à qualidade no processo de ensino e de aprendizagem, verificando a função e a importância dos recursos tecnológicos no processo. A pesquisa apresenta os dados coletados, por meio de um questionário com o uso da tecnologia, com conteúdos do 2º bimestre, dos professores do Colégio Estadual Otalípio Pereira de Andrade do município de Campo Largo, onde se ressalta a importância do uso das TICs pelo aumento do interesse, participação e motivação dos alunos, a aprendizagem mais significativa e a aula produtiva e dinâmica, facilitando a problematização dos conteúdos. Evidencia-se também, a necessidade da formação e o aperfeiçoamento dos docentes quanto ao uso das tecnologias da informação e comunicação para que os professores sejam capacitados para assumir o papel de facilitador da construção do conhecimento pelo aluno e não um mero transmissor de informações. Conclui-se que, o uso das tecnologias por si só não representa mudança pedagógica, se for usada somente como suporte tecnológico para ilustrar a aula, o que se torna necessário é que ela seja utilizada como mediação da aprendizagem para que haja uma melhoria no processo ensino-aprendizagem.

Professora da rede pública de Educação, licenciada em Matemática, pós-graduada em Metodologia do Ensino de 1º e 2º graus, Ciências Matemáticas e Formulação e Gestão de Políticas Públicas; Dra. Eng. Professora do Departamento de Ciências e Gestão da Informação da UFPR.
Acesse o artigo: http://www.redalyc.org/html/873/87314209006/