terça-feira, 18 de julho de 2017

LINHA PEDAGÓGICA ESCOLA TRADICIONAL

UFT – PARFOR – MATEMÁTICA ESTÁGIO III 
PROF° PAULO ALEXANDRE 
ACADÊMICOS: ELISANGELA FABINO 
KLEBER GOMES
 OLINDA BELIZÁRIO 

    Escola Tradicional 
   
   A escola tradicional de ensino teve a sua origem no século XVIII, a partir do Iluminismo. O objetivo principal era universalizar o acesso do indivíduo ao conhecimento. Possui um modelo firmado e certa resistência em aceitar inovações, e por isso foi considerada ultrapassada nas décadas de 60 e 70. 
   As escolas que adotam o sistema tradicional acreditam que a formação de um aluno crítico e criativo depende justamente da bagagem de informação adquirida e do domínio dos conhecimentos consolidados. 
    Não há lugar para o aluno atuar, agir ou reagir de forma individual. Não existem atividades práticas que permitem aos alunos inquirir, criar e construir. Geralmente, as aulas são expositivas, com muita teoria e exercícios sistematizados para a memorização. 
    O professor é o guia do processo educativo e exerce uma espécie de “poder”. Tem como função transmitir conhecimento e informações, mantendo certa distância dos alunos, que são “elementos passivos”, em sala de aula. 
    O ensino corresponde numa aprendizagem onde o professor da a matéria e uma lição para o aluno fazer, no qual na próxima aula faz uma recapitulação da aula anterior corrigindo os exercícios, se todos fizerem, passa a frente, se ficou duvidas é preciso que se prolongue mais esta matéria, depois de solucionar todos os problemas, ai podemos prosseguir com a matéria. 
    Um fator que não é cumprido e que tende a levar o aluno que não consegue aprender, tendo de abandonar a escola, pois o professor só transmite a matéria e não se preocupa em ajudar os alunos no solucionamento de suas duvidas. 
     Esta tendência compromete a transformação da sociedade, já que não há questionamentos e nem pensamentos críticos, os homens e mulheres apenas serão capazes de repetir o que lhe foi repassado em qualquer disciplina, o que desenvolve apenas a memória e a retenção de informações. Trabalhar o pensamento crítico e reflexivo fica em segundo plano, de forma aos alunos não perceberem todo processo alienatário e e excludente presente na sociedade capitalista. 
    A Pedagogia Tradicional que Libâneo mostra é aquela que não respeita as individualidades do aluno e que faz o ensino permanecer distante da realidade dos alunos, já que o conhecimento absoluto vem dos professores, o que fazer com as experiências e os conhecimentos já adquiridos pelos alunos em seu meio? Por isso a necessidade e a preocupação de que a educação parta do geral, para o particular, tornando a educação um processo dinâmico e dotado de significado aos alunos. 
    As avaliações são periódicas, por meio de provas, e medem a quantidade de informação que o aluno conseguiu absorver. 
   São escolas que preparam seus alunos para o vestibular desde o início do currículo escolar e enfatizam que não há como formar um aluno questionador sem uma base sólida, rígida e normativa de informação. 
    O estudo da Pedagogia Tradicional, erroneamente aplicado nas escolas é uma espécie de educação alheia as experiências e reais necessidades dos alunos, já que promove uma certa padronização do conhecimento, onde o professor é o dono do conhecimento e transmite aos poucos para seu aluno que passivamente apenas memorizam o conteúdo de forma a saber, ou melhor decorar, sem uma mínima interação aluno-professor. 

CONCLUSÃO 

Pedagogia Tradicional caracteriza-se pelas: 
  • concepções de educação onde prepondera a ação ação de agentes externos na formação dos alunos, 
  • o primado do objeto de conhecimento, 
  • a transmissão do saber constituído na tradição e nas grandes verdades acumuladas pela humanidade 
  • e pela concepção de ensino como impressão de imagens propiciadas ora pela palavra do professor ora pela percepção sensorial. 


REFERÊNCIAS 

MORANDI, Franc. Modelos e métodos em Pedagogia; obra organizada por René La Borderie; tradução: Maria Leonor Loureiro. – Bauru, SP: EDUSC

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