UFT – PARFOR – MATEMÁTICA
ESTÁGIO III
PROF° PAULO ALEXANDRE
ACADÊMICOS: ELISANGELA FABINO
KLEBER GOMES
OLINDA BELIZÁRIO
Escola Tradicional
A escola tradicional de ensino teve a sua origem no século XVIII, a partir
do Iluminismo. O objetivo principal era universalizar o acesso do indivíduo ao
conhecimento. Possui um modelo firmado e certa resistência em aceitar
inovações, e por isso foi considerada ultrapassada nas décadas de 60 e 70.
As escolas que adotam o sistema tradicional acreditam que a formação
de um aluno crítico e criativo depende justamente da bagagem de informação
adquirida e do domínio dos conhecimentos consolidados.
Não há lugar para o aluno atuar, agir ou reagir de forma individual. Não
existem atividades práticas que permitem aos alunos inquirir, criar e construir.
Geralmente, as aulas são expositivas, com muita teoria e exercícios
sistematizados para a memorização.
O professor é o guia do processo educativo e exerce uma espécie de
“poder”. Tem como função transmitir conhecimento e informações, mantendo
certa distância dos alunos, que são “elementos passivos”, em sala de aula.
O ensino corresponde numa aprendizagem onde o professor da a
matéria e uma lição para o aluno fazer, no qual na próxima aula faz uma
recapitulação da aula anterior corrigindo os exercícios, se todos fizerem, passa
a frente, se ficou duvidas é preciso que se prolongue mais esta matéria, depois
de solucionar todos os problemas, ai podemos prosseguir com a matéria.
Um fator que não é cumprido e que tende a levar o aluno que não
consegue aprender, tendo de abandonar a escola, pois o professor só
transmite a matéria e não se preocupa em ajudar os alunos no solucionamento
de suas duvidas.
Esta tendência compromete a transformação da sociedade, já que não
há questionamentos e nem pensamentos críticos, os homens e mulheres
apenas serão capazes de repetir o que lhe foi repassado em qualquer
disciplina, o que desenvolve apenas a memória e a retenção de informações.
Trabalhar o pensamento crítico e reflexivo fica em segundo plano, de forma aos
alunos não perceberem todo processo alienatário e e excludente presente na
sociedade capitalista.
A Pedagogia Tradicional que Libâneo mostra é aquela que não
respeita as individualidades do aluno e que faz o ensino permanecer distante
da realidade dos alunos, já que o conhecimento absoluto vem dos professores,
o que fazer com as experiências e os conhecimentos já adquiridos pelos alunos
em seu meio? Por isso a necessidade e a preocupação de que a educação
parta do geral, para o particular, tornando a educação um processo dinâmico e
dotado de significado aos alunos.
As avaliações são periódicas, por meio de provas, e medem a
quantidade de informação que o aluno conseguiu absorver.
São escolas que preparam seus alunos para o vestibular desde o início
do currículo escolar e enfatizam que não há como formar um aluno
questionador sem uma base sólida, rígida e normativa de informação.
O estudo da Pedagogia Tradicional, erroneamente aplicado nas escolas
é uma espécie de educação alheia as experiências e reais necessidades dos
alunos, já que promove uma certa padronização do conhecimento, onde o
professor é o dono do conhecimento e transmite aos poucos para seu aluno
que passivamente apenas memorizam o conteúdo de forma a saber, ou melhor
decorar, sem uma mínima interação aluno-professor.
CONCLUSÃO
Pedagogia Tradicional caracteriza-se pelas:
- concepções de educação onde prepondera a ação ação de agentes externos na formação dos alunos,
- o primado do objeto de conhecimento,
- a transmissão do saber constituído na tradição e nas grandes verdades acumuladas pela humanidade
- e pela concepção de ensino como impressão de imagens propiciadas ora pela palavra do professor ora pela percepção sensorial.
REFERÊNCIAS
MORANDI, Franc. Modelos e métodos em Pedagogia; obra organizada por
René La Borderie; tradução: Maria Leonor Loureiro. – Bauru, SP: EDUSC

Nenhum comentário:
Postar um comentário